Bandeiras Esfarrapadas : governo do Rio Grande do Sul altera protocolos da bandeira vermelha para atender pressão política e econômica

Eduardo Leite - governador do Estado do Rio Grande do Sul
Eduardo Leite – governador do Estado do Rio Grande do Sul

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Bandeiras Esfarrapadas : governo do Rio Grande do Sul altera protocolos da bandeira vermelha para atender pressão política e econômica

Ficou insustentável para o tucano Eduardo Leite, governador do Estado do Rio Grande do Sul, manter o seu Distanciamento ‘in’Controlado por protocolos de acordo com as cores das bandeiras. As mudanças e ajustes realizados desde maio para atender as pressões econômicas acabaram encaminhando para diversos processos na justiça, questionamentos e insubordinação. Faltou pulso ao governo do Estado. A desculpa de ‘diálogo’, abriu espaço para confronto e aumento na pressão. Frágil, Eduardo Leite, inicia agosto, véspera do Dia dos Pais, cedendo, passando aos prefeitos o destino, afinal é ano de eleição municipal e os gestores precisam de apoio financeiro para suas campanhas.

No momento, no Estado do Rio Grande do Sul, tremulam bandeiras esfarrapadas embaladas pelo vento da liberdade das atividades, quebra do distanciamento e uso político por prefeitos. Afinal, que são CPFs ? Que são 2 mil mortes ? Que são leitos de UTI com 89% de ocupação ? Nada.!

Então, o governo do Rio Grande do Sul, por meio do Gabinete de Crise, fez alterações nos protocolos sugeridos para a bandeira vermelha, que classifica as regiões como de alto risco epidemiológico. A determinação foi anunciada na terça-feira (04.08). As mudanças passam a valer a partir de quarta-feira (05.08). 

O Decreto publicado traz novas normas que envolve o comércio varejista não essencial, localizado em ruas, centros comerciais e shoppings, e o funcionamento de restaurantes. Segundo o governador Eduardo Leite, já que houve estabilização na demanda por internações em UTIs, a decisão foi de “alterar algumas regras a fim de estimular a economia do estado”. Mas, o o governador omite que a estabilização está num pico perigoso e que o Estado está entre aqueles com número de mortes por Covid-19 em alta.

As alterações foram debatidas e validadas com o aval da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e com as 27 associações regionais.

Comércio varejista não essencial (rua e centros comerciais)
– Permite 25% de trabalhadores (somente para estabelecimentos com mais de três trabalhadores).
– Respeito ao teto de ocupação (número máximo de pessoas conforme área do estabelecimento).
– Abertura exclusiva de quarta-feira a sábado, em horário reduzido das 10h às 16h, para não coincidir com a movimentação de serviços essenciais.

Restaurantes
– Atendimento presencial restrito passa a ser permitido na bandeira vermelha, com dias e horários reduzidos e reforço dos protocolos obrigatórios, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.
– Incluir aviso visível aos frequentadores sobre a lotação máxima nas bandeiras amarela, laranja e vermelha, para reforçar o distanciamento mínimo. Na bandeira amarela, a lotação máxima é de 75%. Na bandeira laranja, de 50%. Na bandeira vermelha, passa para 50% de trabalhadores e 25% de lotação.
– As modalidades de teleentrega, drive thru e pague e leve seguem permitidas durante todos os dias da semana.