Expointer 2019 : abertura da Colheita do Arroz é lançada com demandas para o setor

Federarroz - Abertura da Colheita do Arroz 2020 - Foto Nestor Tipa Junior
Federarroz – Abertura da Colheita do Arroz 2020 – Foto Nestor Tipa Junior

Expointer 2019

Abertura da Colheita do Arroz é lançada com demandas para o setor

Lançada no início da tarde de segunda-feira (26.08.19) a 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, que ocorrerá na Estação Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, no Sul do Estado. O evento ocorrerá entre 12 e 14 de fevereiro de 2020. A Federarroz destacou que 70% do arroz produzido no país é gaúcho. A atividade é responsável por 3% do ICMS gerado no Rio Grande do Sul. Dos 527 municípios gaúchos, 140 têm no arroz a principal atividade econômica. O arroz gera 20 mil empregos no Estado.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul ( Federarroz ), Alexandre Velho, destacou que o setor tem a segunda maior produtividade do mundo, atrás dos Estados Unidos. O dirigente chamou a atenção para dificuldades enfrentadas pelo setor como custos altos e produtividade baixa. “A área de colheita sofre uma redução estimada de 14% no país e de 7% no Rio Grande do Sul, com baixa de 9 mil para 6 mil o número de unidades produtivas”, salientou.  No entanto, Velho ressaltou que, mesmo assim, o Estado seguirá como protagonista na produção do arroz brasileiro devido ao clima.

O governador Eduardo Leite afirmou estar ciente da importância da pauta da competitividade para o Rio Grande do Sul. Destacou a privatização de estatais e a reforma da previdência do Estado como algumas das medidas necessárias para transferir recursos do Estado para o setor produtivo. Deu como exemplo o déficit da previdência do Estado que contabiliza um rombo de R$ 12 bilhões por ano. Por isso, conclamou apoio às reformas e reiterou compromisso com a cadeia produtiva do arroz.

Durante o evento, o setor do arroz recebeu uma boa notícia. O Banco do Brasil vai lançar uma linha de crédito especial de financiamento para a próxima safra, a partir da semana que vem.  A exemplo do que já ocorre com outras commodities, o produtor poderá registrar o arroz também em bolsa, no mercado futuro. Com isso, ele garantirá o preço projetado quando chegar a época da colheita. O Banco do Brasil garantirá a diferença, caso o preço na colheita for menor do que o projetado.

Texto: Artur Chagas | Foto: Divulgação | Agência AgroEffective