Carnaval no Rio de Janeiro
Escolas de Samba do Rio de Janeiro definem samba enredo para o desfile de Carnaval 2023
Samba enredo Carnaval 2023 – A escola de samba Renascer de Jacarepaguá anunciou na noite do dia 15 de julho de 2022, que Nei Lopes é o enredo da escola que desfilará em 25 de fevereiro de 2023 no Carnaval da rua Intendente Magalhães.
Nome referencial na história do samba e da cultura afro-brasileira, o compositor e escritor Nei Lopes – de 80 anos festejados em 9 de maio – inspirou o enredo O afro-Brasil reluzente de Nei Lopes, a ser desenvolvido pelo carnavalesco Plinio Santos. Nei Lopes é mais um bamba do samba que vira enredo no Carnaval 2023 do Rio de Janeiro. Arlindo Cruz é tema da Império Serrano e Zeca Pagodinho é enredo da Acadêmicos do Grande Rio.
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Beija-Flor levará à avenida o “Brava Gente! O grito dos excluídos no Bicentenário da Independência” será o enredo dos carnavalescos Alexandre Louzada e André Rodrigues. A escola quer comemorar um novo Dia da Independência ao som dos batuques de caboclo, cantando que até o sol é brasileiro, festejando os marcos populares em festas que tenham cheiro, cor e sabor de brasilidade, reconhecendo o protagonismo feminino e afro-ameríndio. O Bicentenário da Independência destaca o dia que o povo venceu, em 2 de Julho de 1823, data da vitória das tropas brasileiras na consagração instalada na Bahia.
Grande Rio – “Ô Zeca, o pagode onde é que é? Andei descalço, carroça e trem, procurando por Xerém, pra te ver, pra te abraçar, pra beber e batucar! – Os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora vão homenagear o cantor e compositor Zeca Pagodinho, no desfile do ano que vem. E vai ser uma festa, um ritual de celebração não só do modo de vida do sambista, mas também do primeiro campeonato da escola. A escola vai exaltar Zeca, como um cronista da vida dos subúrbios cariocas, um artista muito popular, que traduz o verdadeiro espírito carioca no seu jeito de levar a vida. A escola vai reverenciar o universo musical, a irreverência, a religiosidade, as festas de rua e a ligação de Zeca com Duque de Caxias, cidade de origem da escola.
Imperatriz – “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida” – O carnavalesco Leandro se inspirou nas visões delirantes dos cordéis nordestinos que contam histórias fantásticas sobre a chegada de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, ao céu e ao inferno. A escola vai mergulhar no universo visual nordestino, se debruçar sobre a literatura popular, o cangaço e as tradições estéticas e musicais do sertão.
Império Serrano – “Lugares de Arlindo” – O carnavalesco Alex de Souza vai prestar uma grande homenagem ao cantor e compositor Arlindo Cruz, imperiano de fé. A escola vai destacar o “geografia do samba” de Arlindo, com destaque para Madureira e o subúrbio carioca.
Mangueira vai mostrar no Sambódromo “As Áfricas que a Bahia canta” . Os carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estêvão vão mostrar as construções das visões de África na Bahia a partir de sua musicalidade e instituições carnavalescas negras. A escola vai destacar o protagonismo feminino e as lutas contra intolerância, racismo e pelo fortalecimento da identidade afro-brasileira.
Paraíso do Tuiuti – “Mogangueiro da Cara Preta” – Os carnavalescos Rosa Magalhães e João Vítor Araújo iniciam o enredo na rota das especiarias até desembarcar na Ilha de Marajó, no Pará. E contam a história de Mestre Damasceno, repentista, cantador de carimbó, compositor de sambas, fazedor de rimas, poeta, pescador, artesão e criador do búfalo-bumbá na cidade de Salvaterra, na Ilha de Marajó.
Os carnavalescos Renato e Márcia Lage vão celebrar o centenário da escola. Os cem anos da Portela serão contados em “O azul que vem do infinito” através do olhar de Paulo da Portela, Natal, Monarco, Tia Dodô e David Corrêa.
Salgueiro – “Delírios de um paraíso vermelho” – O carnavalesco Edson Pereira vai fazer uma homenagem ao carnavalesco Joãosinho Trinta, morto em 2011, que sonhava desenvolver enredos que derrubassem tabus e preconceitos que oprimem a civilização. Joãosinho estreou como carnavalesco no Salgueiro e depois fez história na Beija-Flor, Viradouro, Grande Rio e Vila Isabel.
A escola de samba Unidos de Padre Miguel havia anunciado que o enredo de 2023 seria em homenagem a Irmandade da Boa Morte, considerado o primeiro grupo de mulheres negras do Brasil. No entanto, a Irmandade afirmou que não foi consultada e que não autorizou a escola de samba a fazer o enredo pois considera desrespeito e apropriação dos 200 anos de história das irmãs que preservam tradições negras afro-católicas seculares.
A Unidos da Tijuca anunciou na quinta-feira (14.07.22) que vai homenagear a Baía de Todos-os-Santos em samba enredo do Carnaval de 2023. Maior baía de águas tropicais do mundo, a de Todos os Santos abriga 56 ilhas e praias e banha 18 municípios, incluindo Salvador e cidades do Recôncavo Baiano. “Vamos de Bahia em 2023! A Baía de Todos-os-Santos com sua imensidão azul e toda a história que por aquelas águas navegam, será o tema do enredo que vamos levar para a Avenida no domingo de carnaval, dia 19 de fevereiro de 2023. Apresentaremos ao mundo a história, cultura, beleza e os encantos destas águas”, anunciou a escola nas redes sociais.
O carnavalesco Tarcísio Zanon da Viradouro vai contar a história da Rosa Courana, ou Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz, considerada a primeira mulher negra a escrever um livro no país. Ela também foi a primeira a refletir sobre importantes aspectos de uma história tão marcante, na condição de escravizada, meretriz, feiticeira, beata e escritora.
Publicação com apoio dos sites Carnaval no Brasil e Temporada Verão
