Crise? Financiamentos de veículos novos e usados caem 56% em abril

Exportação de carros - Porto de Paranaguá no Paraná : Foto APPA
Exportação de carros – Porto de Paranaguá no Paraná : Foto APPA

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Crise? Financiamentos de veículos novos e usados caem 56% em abril

Dados mostram que foram financiados quase 216 mil veículos, entre automóveis, motos e pesados, novos e usados

A instabilidade econômica causada pelo coronavírus em todo mundo afeta diversas áreas. Da alimentação ao transporte, do turismo aos negócios da moda. Tudo está sendo impactado pela pandemia que já vitimou mais de 15 mil pessoas só no Brasil. O cenário de crise, portanto, está aqui.

Isso afeta o financiamento de carros. As vendas de veículos financiados caíram 56,5% no último mês de abril, em comparação com o mesmo período de 2019, e o prazo médio dos financiamentos aumentou. O números foram compilados pela B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo.

Segundo os dados divulgados, foram 215.572 veículos, entre automóveis, motos e pesados, novos e usados. Em abril do ano passado foram 496.183 unidades. Em relação a março, com 433.402 financiamento registrados, a queda foi de 50%.

A maior redução foi sentida entre os automóveis novos, que passaram de 112.187 para 29.109 – 74,1% a menos. A menor ficou para as motos novas, com queda de 40,7%.

Entre o total de 215.572 veículos financiados em abril de 2020, 156.661 foram automóveis, 45.296 foram motos e 13.616 foram pesados.

Dos automóveis, 127.552 foram usados e representam o maior número entre os financiamentos, contra 29.109 novos. Nos pesados, foram 8.135 usados e 5.481 novos.

No segmento de motos os números se invertem e a maior quantidade fica para as novas, ou 37.162 unidades, contra 8.134 usadas.

Segundo os dados da B3, o prazo médio de financiamento de automóveis cresceu em abril deste ano, passando para 44,5 meses (em abril do ano passado, era de 42,5 meses). O aumento também pode ser visto nas categorias que separam as negociações por tempo de uso dos modelos.

Isso significa que a incerteza está modificando o padrão de aquisição do brasileiro. Se a regra antes era investir e comprar mais, o que manda agora é segurar o dinheiro e alongar os prazos para quitar as compra.

Os carros novos, antes com menor prazo, de 38,9 meses, dispararam e passaram a ter média de 43,1 meses – próximos dos seminovos de até 3 anos, com maior prazo, de 46 meses. O menor prazo ficou para os “velhinhos” (com mais de 12 aos de uso), com 38,4 meses.

Dos 156,6 mil automóveis financiados em abril, a maioria (38%) tem entre 4 e 8 aos de uso. Em segundo lugar estão os de 9 a 11 anos de uso, com 19%, e, em terceiro, os novos, com 21%.

Os modelos com até 3 anos de uso representaram 15% dos financiamentos e, por último, os com mais de 12 anos, ficaram com uma fatia de 7%.