Dia das Mães 2020 deve gerar prejuízos e mudança de data pode ser solução

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Dia das Mães deve gerar prejuízos e mudança de data pode ser solução

Com queda nas vendas, Dia das Mães deve gerar prejuízo de R$ 3,7 bilhões ao comércio paulista. Na comparação com o mesmo período de 2019, o mês de maio deve fechar com recuo de 31%, e as perdas podem chegar a R$ 19,3 bilhões

Pesquisa com consumidor poderia indicar novas datas

O comércio perde uma grande oportunidade para pesquisar com o consumidor a transferência da data do Dia das Mães para Setembro, mês que não possui data comercial e que estabelece o início da primavera. Outra possibilidade que o comércio poderia pesquisar junto ao consumidor a proposta de transferir o Dia dos Namorados para Novembro.

As novas datas seriam em meses que não possuem nenhum apelo comercial. Outros fatores importantes para a realização no segundo semestre estão as melhores possibilidades de venda, pois dá ao consumidor um folego das despesas do final de ano, férias, Carnaval, Volta às Aulas e da carga de impostos do início de ano como IPTU, IPVA entre outros.

Prejuízo com a manutenção da data

O Dia das Mães acontece, neste ano, em meio à quarentena decorrente da pandemia de covid-19, com grande parte dos estabelecimentos comerciais de portas fechadas. A segunda melhor data para o comércio, atrás apenas do Natal, costumava promover alavancagem das vendas no mês de maio. No entanto, durante com o atual cenário, a FecomercioSP prevê queda de 31% nas vendas da temporada. Só na semana do Dia das Mães, deve haver prejuízo de R$ 3,7 bilhões. Para o mês, a baixa tende a atingir R$ 19,3 bilhões, menor patamar já observado.

Para calcular o recuo de vendas na data comemorativa, a Federação contabilizou o desempenho de cinco segmentos que, habitualmente, registram altas nesse período: lojas de móveis e decoração (-92%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-82%); lojas de vestuário e calçados (-72%); supermercados (-14%); farmácias e perfumarias (-3%).

A estimativa da FecomercioSP considera as vendas que serão realizadas por delivery, internet e outros meios alternativos. Ainda assim, todos os setores sofrerão baixa em maio: lojas de móveis e decoração (-91%); concessionárias de veículos (-78%); autopeças e acessórios (-63%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-63%); lojas de vestuário e calçados (-62%); materiais de construção (-15%); outras atividades (-15%); supermercados (-13%); e farmácias e perfumarias (-12%).

Para a Entidade, esse período de crise terá reflexos econômicos profundos, que vão dificultar a retomada das atividades em padrões adequados no médio prazo. Por outro lado, o nível de consumo da população reflete não apenas o lucro das empresas, mas também mede a qualidade de vida e bem-estar dos consumidores.

Sugestões ao empresário

A Federação orienta que os empreendedores busquem alternativas para manter a liquidez e o fluxo de caixa. Para isso, pode-se fazer um levantamento de estoque, diminuir a margem de lucro e realizar promoções.

Buscar canais de vendas alternativos é fundamental, grandes marketplaces têm aberto espaço para pequenas empresas. Pequenos comerciantes também podem se juntar para compartilhar mailings e mercadorias por consignação. Outra opção viável é que os vendedores atuem remotamente por meio de chats online. Por fim, ainda é possível disponibilizar vouchers com descontos atrativos para consumo posterior.