Crise no Brasil : número de micro e pequenas empresas inadimplentes cresce e registra recorde histórico, revela Serasa Experian

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Crise no Brasil

Número de micro e pequenas empresas inadimplentes cresce e alcança 5,3 milhões em março, revela Serasa Experian

A inadimplência de micro e pequenas empresas bateu recorde em março de 2019, chegando a 5,3 milhões. O número é o maior da série histórica, iniciada em março de 2016, e teve alta de 6,9%, na comparação com o terceiro mês de 2018. Na relação com fevereiro de 2018, houve aumento de 0,7%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o fraco desempenho da atividade econômica durante o primeiro trimestre acabou por não favorecer a ampliação da geração de caixa das empresas. Este fator e a alta da inflação foram os responsáveis pelo aumento do número de micro e pequena empresas com dívidas atrasadas e negativadas.

A região Norte concentrou a maior alta (8,2%) em março de 2019, na comparação com o mesmo mês de 2018. Em segundo lugar, aparece o Sudeste, com crescimento de 7,8%, seguido de perto pelo Centro-Oeste (7,5%). Sul (6,9%) e Nordeste (3,4%) aparecem na sequência.

Por Estado, o Amapá apresentou a maior alta, de 14,8%, no comparativo ano a ano. Rio de Janeiro é o segundo, com 13,5%, seguido por Mato Grosso (12,6%) e Pará (9,7%). Somente três estados apresentaram queda na mesma relação: Alagoas (-0,8%), Piauí (-1,6%) e Rio Grande do Norte (-0,6%). Clique aqui e veja a tabela com todos os Estados.

Por segmento, Serviços – que representa 48% do total em março deste ano – foi o setor que mais deixou de pagar as contas em dia, com alta de 11,6%, na comparação com março de 2018. A indústria (8,4% de participação) vem na sequência, com aumento de 3,2%, e o comércio (43,2% de participação) com crescimento de 2,8% no comparativo anual.

Inadimplência de empresas de todos os portes também atingiu máxima histórica
Em março deste ano, o número de empresas inadimplentes de todos os portes bateu recorde e atingiu 5,7 milhões. Este é o maior número de série história, que em fevereiro de 2018 estava em 5,6 milhões (alta de 0,8%). Quando comparada com março de 2018, o volume foi 4,5% maior. As micro e pequenas empresas representam 95% do total das empresas inadimplentes no país.

Editorial
Enquanto lideres empresarias em posições chave em Associações, Confederações e Federações dos segmentos da indústria e varejo apoiarem o modelo econômico adotado pelo governo federal que privilegia o sistema bancário e o investimento em papel, em detrimento da produção; que estabelece políticas que atendem os desejos do sistema financeiro; que é amórfico em relação aos altos juros cobrados pelas Instituições Financeiras, mesmo com uma selic baixa; que retira o poder de compra do consumidor com aumento dos impostos ( ipva, iptu, icms, entre outros ); que não age em prol da criação de empregos e renda da população; que busca um estado mínimo para atender as demandas e voracidade de político; que aceita um judiciário tendencioso; e que entrega as riquezas do País ao capital externo, não haverá, senhores empresários brasileiros, micros, médios e macros uma economia capaz de atender as necessidades da sua empresa. Parecem cegos, surdos e analfabetos, incapazes de entenderem aquilo que acontece no seu universo. Desemprego, falta de investimento, inadimplência e falência do consumidor e das empresas, informalidade exponencial, aumento de impostos, inércia do estado, entre outros. Se as empresas vão mal o estado também vai mal. Não há geração de receitas através de tributos. Tributos, que só crescem e nunca são capaz de atender as demandas do Estado, que é refém da Câmara, Senado e Judiciário. Poderes que nunca diminuem seus custos ou entendem que também são elementos importantes na redução de despesas. Que legislam em causa própria e prejudicam a população em situações similares. Aprovam seus aumentos e votam contra do Executivo e do Salário Mínimo. Uma vergonha ! Mas, tudo com apoio das Associações, Confederações e Federações. São os primeiros a defenderem as propostas do governo que prejudicam a população e beneficiam novamente os mesmos. É um tiro no pé ! Atenção, empresários, para no futuro, se continuarem a apoiar, ser um tiro no peito. Para terminar, está na hora de ter um ministro da economia que atenda as necessidades da indústria, comércio e serviços. Chega de economistas do sistema financeiro. Todos fracassaram, todos foram incompetentes em atingir as metas por eles mesmo traçadas. Todos erraram o PIB. Todos! E, mesmo assim eles tem apoio. Pode?

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