Saúde – Campanha “Coração na Batida Certa” alerta para riscos da arritmia cardíaca

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A Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) comemora hoje (12/11/2015) o Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, com uma campanha que visa a alertar a população sobre os sintomas e os riscos da doença. A arristmia afeta mais de 20 milhões de brasileiros e é responsável pela morte súbita de mais de 300 mil pessoas anualmente.

A campanha Coração na Batida Certa contará com atividades nas cinco regiões do país, incluindo ações em aeroportos, parques, shopping centers, calçadões, academias, hospitais, universidades, entre outros. No Rio de Janeiro, haverá palestra para orientar sobre a importância da medição dos batimentos cardíacos pelo pulso, além de divulgar informações sobre ressuscitação cardiopulmonar.

Um dos coordenadores da ação, o cardiologista Eduardo Saad, lembra que, na maioria dos casos, a doença apresenta sintomas como palpitações, falta de ar, cansaço extremo, tontura, fraqueza intensa, dor no peito e outros. Segundo ele, pessoas com problemas cardíacos, obesas e hipertensas têm maior probabilidade de passar por esse mal.

Sobre os procedimentos para tratamento da arritmia, Eduardo Saad esclarece que alguns casos necessitam somente da correção de fatores de risco que o dia a dia proporcionou para a doença. Em outros, quando são mais complexos, existem três procedimentos.

“Aí, o tratamento pode ser feito por meio de medicamentos, quando é mais simples, ou de uma intervenção cirúrgica e, dependendo, utiliza-se a instalação de um marca-passo para reajustar as batidas do coração”.

Para o cardiologista, a prevenção é sempre o melhor remédio. Por isso, existe a luta para um projeto de lei que torne obrigatória a presença de desfibriladores em locais e eventos de grande porte. Segundo Saad, no exterior essa já é uma prática comum. “É extremamente importante a existência de um aparelho desse em locais públicos, pois quanto mais rápido for o atendimento, maiores a chances de a vítima sobreviver. E não se trata de um aparelho complexo, de manuseio profissional. Qualquer um está apto a utilizá-lo. Basta colar os adesivos no peito da vítima e apertar um botão que faz com que as descargas elétricas sejam transmitidas à pessoa acometida pela arritmia. Nos Estados Unidos e na Europa isso é algo bastante difundido. Falta aqui no Brasil”.

Foto: Reprodução internet