Crise no Brasil : número de inadimplentes em Caxias do Sul chega a 125 mil

Natal 2019 – perspectiva de lojas vazias

Crise no Brasil

Dados da Boa Vista SCPC, no Rio Grande do Sul, apontam para uma taxa de inadimplência de 30,3%, o que equivale a aproximadamente 2,66 milhões de pessoas.

            Na segunda-feira (28.10.19), inicia o Super Feirão Zero Dívida, realizado pelo Sindilojas Caxias, em parceria com a CDL POA. A ação reúne as principais empresas do comércio, bancos, instituições de ensino e financeiras em uma mobilização que oportuniza aos consumidores quitarem suas dívidas e começarem um ano novo com as contas em dia.

            Na sede do Sindilojas Caxias do Sul (rua Alfredo Chaves, 820 – Sala Térrea), o público será recebido entre os dias 28 de outubro e 8 de novembro, de segunda à sexta-feira, das 8 às 18h, sem fechar ao meio-dia. A iniciativa tem como objetivo promover a sustentabilidade do crédito, unindo lojistas e consumidores, para a renegociação de dívidas com benefícios diferenciados e promover orientações de Educação Financeira. O Super Feirão Zero Dívida ocorre simultaneamente em cerca de 50 cidades do Estado, com a participação de mais de mil  empresas.

            Segundo dados da Boa Vista SCPC, no Rio Grande do Sul, a taxa de inadimplência já chega a 30,3%, o que equivale a aproximadamente 2,66 milhões de pessoas. Já o número de inadimplentes na Serra Gaúcha alcança 270 mil consumidores, enquanto apenas em Caxias do Sul o número chega a 125 mil. Em comparação com os demais estados da Região Sul do país, o Rio Grande do Sul desponta com o maior percentual – Santa Catarina tem 26,9% de taxa de inadimplência e Paraná, 28,5%.

            Diante do aumento da inadimplência, a campanha propõe facilitar acordos entre credores e devedores, propiciando também aos consumidores o uso dos saques antecipados do FGTS para pagar dívidas, além de possibilitar que planeje com mais tranquilidade o uso da primeira parcela do 13º salário e os tradicionais gastos de final de ano. Para o Brasil, a expectativa é de que os saques parciais das contas ativas e inativas do FGTS liberem R$ 30 bilhões em 2019, e R$ 12 bilhões em 2020, totalizando R$ 42 bilhões. No caso do RS, os números são de R$ 1,86 bilhões em 2019 e R$ 798,5 milhões em 2020, totalizando R$ 2,66 bilhões. Além do impacto previsto do PIS/PASEP, previsto em R$ 2 bilhões no território nacional.

NATAL E FÉRIAS COM DÍVIDA

O Natal 2019 promete ser da lembrancinha e do abraço. As árvores de Natal terão menos e menores presentes. Com uma população endividada, com mais de 60 milhões de cpfs negativados, com mais de 10 milhões de pessoas físicas com cheque especial negociado a taxas altas de juros e longo prazos, atrasos nos salários de servidores públicos, 13° salário através de empréstimo bancário, desemprego, informalidade, aumento de preços e impostos (IPTU ), projetam para o brasileiro um Natal pobre e férias comprometidas.

EDITORIAL

O comércio novamente vai amargurar as vendas abaixo das expectativas. O turismo também sentirá os reflexos da economia neoliberal que está arrebentando com o país. Uma economia voltada a atender os desejos e necessidades de poucos em detrimento do sofrimento de muitos. O Brasil segue os passos do Chile, não da Venezuela. Ambos são modelos econômicos falidos e ineficientes. Precisamos de um ministro da economia que tenha chão de fábrica ou barriga no balcão em seu DNA. Chega de ministros oriundos do sistema financeiro, que apostam na especulação do capital em vez da produção. Especulação financeira não gera emprego, gera endividamento, pois alguém precisa perder, e muito, para outros ganharem.

O problema no Brasil, não está somente no comprometimento político e dos gestores públicos com este modelo econômico. Também passa por empresários que estão dando um tiro no próprio pé ao apoiarem o modelo atual. Precisamos de um governo forte que atue radicalmente na diminuição da taxa de juros. Que faça chegar ao brasileiro a efetiva diminuição da Selic. Não só ao pequeno poupador. Que utilize o Banco do Brasil, não para privatizar, mas para promover a concorrência, ofertando aos correntistas taxas vantajosas e reais, com baixo spread bancário, para que ele consumidor, pague suas dívidas, tenha crédito e volte ao consumo, gerando receita, vendas, emprego e produção.

Para o governo, tudo é voltado para o investidor, o qual nunca investe. Sempre quer mais condições. São promessas, promessas, promessas, desculpas disso e daquilo. Chega de colocar na conta do PT ! São 4 anos ! Qual o empresário ou acionistas que deixariam na gestão administrativa profissionais que não conseguem resolver o problema há 4 anos ? Já para o Brasil, as lideranças deixam e apoiam. E reforço, mesmo dando o tiro no próprio pé.

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