Lei Maria da Penha completa dez anos de combate à violência contra mulheres

Maria da Penha - Foto Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil
Maria da Penha – Foto Fabio Rodrigues Pozzebom – Agência Brasil

Há dez anos, o governo brasileiro sancionava a Lei Maria da Penha, instituindo mecanismos para combater a violência doméstica e familiar contras as mulheres. Desde então, a Lei, que reúne medidas de prevenção e punições para as agressões, se tornou o principal instrumento legal de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Brasil.

A Lei Maria da Penha altera o Código Penal e possibilita que agressores sejam presos em flagrante, ou tenham sua prisão preventiva decretada, quando ameaçarem a integridade física da mulher. Prevê, ainda, medidas inéditas de proteção para a mulher que corre risco de vida, como o afastamento do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação física junto à mulher agredida e aos filhos.

E estabelece, também, como crimes o ataque sexual, o patrimonial, o psicológico e o moral — que costumam ser os passos que antecedem ao espancamento e ao assassinato.

A iniciativa prevê, ainda, a implementação de centros de atendimento multidisciplinar, delegacias especializadas e a Casa da Mulher Brasileira; e a realização de campanhas educativas, capacitação permanente dos integrantes dos órgãos envolvidos na questão, celebração de convênios e parcerias, e a inclusão de conteúdos de equidade de gênero nos currículos escolares.

Estatísticas
A cada duas horas, uma brasileira é morta em situação violenta. Uma em cada cinco mulheres afirma ter sofrido algum tipo de agressão por parte de um homem. Os dados fazem parte do Dossiê Violência contra as Mulheres, plataforma multimídia online lançada  pelo Instituto Patrícia Galvão. A Central de Atendimento à Mulher, telefone 180, recebeu mais 749.024 chamados em 2015.

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