Vendas dos supermercados retraem 2,73% em 2016

 

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APAS aposta nas festas de fim de ano para melhorar o desempenho do setor supermercadista paulista

O Faturamento Real dos supermercados no Estado de São Paulo (deflacionado pelo IPS/FIPE) no conceito de mesmas lojas (consideram lojas em operação no tempo mínimo de 12 meses) registrou queda de 2,73%, de janeiro a setembro de 2016 em relação ao mesmo período de 2015. Em setembro a queda foi de 4,17% nas vendas em comparação a setembro de 2015, e em comparação com agosto de 2016 a retração foi de 0,70%.

No conceito de todas as lojas (consideram lojas criadas no período pesquisado) a queda foi de 2,78% de janeiro a setembro de 2016 em relação ao mesmo período de 2015. Em setembro a queda foi de 1,90% se comparado a setembro de 2015 e subiu 0,37% em relação a agosto.

Conforme explicou o gerente de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano, “o desemprego e a consequente redução da renda da população, aliados à inflação em patamar elevado, são entraves para o maior consumo das famílias e, consequente, alta nas vendas nos supermercados”. Além disto, a confiança ainda em patamar baixo não favorece as decisões de consumo, prejudicando o desempenho do varejo como um todo.

Já o Faturamento real dos supermercados no estado de São Paulo (deflacionado pelo IPCA/IBGE) no acumulado de 2016 em relação ao mesmo período de 2015 apontou alta de 0,91% no conceito de mesmas lojas. Em setembro a alta foi de 0,38% em relação a setembro de 2015 e teve queda de 1,74% em relação a agosto. No conceito de todas lojas a elevação foi de 0,86% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2015. Em setembro teve alta de 2,76% em relação a setembro de 2015 e retração de 0,68% sobre agosto.

O Faturamento nominal dos supermercados no estado de São Paulo no acumulado de janeiro a setembro de 2016 em relação a 2015 teve alta de 10,33% no conceito de mesmas lojas. Em setembro, a alta foi de 8,89% em relação a setembro de 2015 e queda de 1,66% se comparado a agosto. No conceito de todas lojas, a alta foi de 10,28% de janeiro a setembro se comparado a 2015. Em setembro a alta foi de 11,47% em relação a setembro de 2015 e teve queda de 0,60% sobre agosto.

Fim de Ano
O economista explicou que para as festas de fim de ano o setor espera alta nas vendas, principalmente, pelo fato de ser a principal data para o comércio em geral. “O 13° salário pode influenciar positivamente as vendas de bens não-duráveis, entre eles o setor de alimentos e bebidas, diante de um cenário de otimismo baixo, o que inibe a venda de bens duráveis. A expectativa é de elevação nas vendas no fim de ano em relação ao mesmo período de 2015. A APAS projeta um crescimento real de 1% em dezembro em relação a dezembro do ano passado”, afirma.

Rodrigo Mariano disse ainda que para este ano a expectativa é de um desempenho mais positivo quando comparado com 2015, e as projeções apontam para um resultado de aproximadamente 0% de crescimento real em comparação com 2015. Em termos comparativos, o resultado pode ser analisado como satisfatório, dado que a economia brasileira no mesmo período deve amargar uma queda do PIB de, aproximadamente, 3,5%.

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