Vendas do varejo paulista devem crescer 7% em agosto, mês do Dia dos Pais, aponta FecomercioSP

Loja de Roupas - lojas de Moda

Segundo projeção da Entidade, faturamento das lojas de vestuário, tecidos e calçados, uma das atividades mais beneficiadas pela data, deve crescer 5% no mês

As vendas do comércio varejista paulista devem atingir R$ 52,3 bilhões em agosto, mês do Dia dos Pais, crescimento de 7% em termos reais em relação ao mesmo mês de 2016. Na capital paulista, a expectativa é de alta de 10% no faturamento do setor, na mesma base comparativa, atingindo R$ 16,9 bilhões. As projeções são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O segmento de lojas de vestuário, tecidos e calçados, um dos mais beneficiados pela data comemorativa, deve apontar alta de 5% nas vendas em agosto, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O mesmo movimento é esperado para eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, cujo faturamento real deve crescer 15% na mesma base comparativa. O crescimento esperado em agosto nas vendas dessas duas atividades deverá se dar muito mais pela fraquíssima base comparativa do mesmo mês de 2016 do que por efetivo aumento de vendas reais. Isso porque, em agosto do ano passado, houve quedas de 6,1% e 12,2% nas vendas desses dois segmentos, respectivamente.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, é importante ressaltar que as projeções se referem às vendas totais do varejo no mês, não estando, necessariamente, embasadas no movimento decorrente da data comemorativa no período. A possível expansão no faturamento do setor no período, segundo a Entidade, significa que as turbulências do cenário político, ao menos até o momento, não irão comprometer a trajetória de recuperação do movimento varejista até aqui observada.

Para a Federação, a combinação positiva de elementos determinantes do consumo, como a queda notória da inflação, o ciclo de cortes na taxa básica de juros e a elevação na renda agrícola – em razão do forte aumento de exportações de commodities, em que São Paulo tem grande presença – fundamentam a melhora nos indicadores de confiança dos consumidores, gerando, assim, um ambiente favorável ao crescimento das vendas.

Presentes mais baratos
Segundo a pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), realizada mensalmente pela FecomercioSP, os preços dos produtos e serviços na região metropolitana de São Paulo acumulam alta de 3,02% nos últimos 12 meses até junho.

Para os filhos que desejam presentear os pais, existem itens atrativos tanto no grupo de vestuário, calçados e acessórios quanto no de eletrônicos, pois apresentaram queda de preço ou alta inferior à inflação do período. O microcomputador, por exemplo, está muito mais barato do que no ano passado (-20,77%), enquanto os preços de aparelhos de som e de DVD caíram 3,63% e 2,76%, respectivamente. O preço do televisor subiu apenas 1,64% no acumulado dos últimos 12 meses até junho.

No grupo de vestuário e calçados, os produtos mais atrativos pela baixa nos preços ou por terem subido pouco no período são: agasalho masculino (-3,60%), calça comprida masculina (-0,39%) e camisa/camiseta masculina (2,29%). Segundo a Entidade, isso deve motivar ainda mais a procura por esses produtos neste ano, que já são os mais desejados como presente.

Ainda dentro desse grupo, apresentam alta de preços acima da inflação média no período os itens: tênis (14,60%) e sapato masculino (7,26%). Complementam a lista de possíveis presentes perfumes e instrumentos musicais, que estão 3,5% e 0,33% mais caros, respectivamente, do que no ano passado.

As famílias que gostam de comemorar a data com um almoço terão que desembolsar um pouco mais de dinheiro neste ano. Comer fora de casa em São Paulo está, em média, 5,67% mais caro do que em 2016.

-- --