Inverno 2018 começa no Hemisfério Sul

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Inverno 2018

Começou na manhã de quinta-feira (21.06.18) – mais precisamente às 7h07 – o inverno 2018 no Hemisfério Sul, estação que terminará no dia 22 de setembro. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), historicamente o inverno é menos chuvoso nesse período nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em grande parte da Região Norte.

Com a diminuição das chuvas – que ficam mais concentradas no noroeste da Amazônia, em Roraima e no extremo sul do país – diminui também a umidade relativa do ar, o que pode levar ao aumento do número de queimadas e incêndios florestais, além de doenças respiratórias.

São características do inverno as incursões de massas de ar frio vindas do sul do continente, o que causa queda acentuada da temperatura e formação de nevoeiros e névoas úmidas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Aumenta também a incidência de geadas nas regiões Sul e Sudeste, bem como no sul de Mato Grosso do Sul. Há também a possibilidade de neve nas áreas serranas e de planaltos da Região Sul.

De acordo com o Inmet, a estação apresenta ainda “episódios de friagem” em Roraima, no Acre e sul do Amazonas.

O Inmet informa que desde a primavera de 2017, a temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial tem se mantido abaixo da média, caracterizando o fenômeno La Niña. No entanto, a partir da segunda quinzena de abril de 2018, as anomalias atmosféricas típicas do La Niña “enfraqueceram consideravelmente”. Com isso, as condições de neutralidade se estabeleceram durante o mês de maio deste ano em todo o Pacífico Tropical. A expectativa é de que este padrão de neutralidade se mantenha durante o inverno e a primavera de 2018.

De acordo com o Inmet, há um “indicativo” de que possivelmente o fenômeno El Niño ocorrerá no final da primavera e início do verão 2018/2019. Isso, no entanto só será confirmado nas próximas previsões climáticas.

O inverno também marca a queda dos índices de umidade relativa do ar na região central do Brasil – que engloba o Sudeste, Centro-Oeste, a parte sul da região Norte e áreas do sul e do oeste do Nordeste. Como consequência, aumenta-se o risco de ocorrência de queimadas, especialmente no Cerrado e no sul da Amazônia. No litoral, a preocupação é com a formação de nevoeiros.

Astronomia
É sempre bom lembrar que é no solstício de inverno que ocorre a noite mais longa do ano. A data marca o ponto em que o Sol atinge a maior distância do Equador celeste, localizado no hemisfério norte. Uma das principais características da estação são as noites longas. “À medida que a primavera se aproxima, o comprimento dos dias vai aumentando até que, no equinócio, as noites e os dias ficam com o mesmo tamanho”, disse a pesquisadora da Coordenação de Astronomia e Astrofísica do Observatório Nacional (ON), Josina Nascimento.

As diferentes estações do ano ocorrem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol. Por conta disso, quando é verão no hemisfério sul, os raios solares incidem de forma perpendicular ao Trópico de Capricórnio e, nessa mesma época, é inverno no hemisfério norte.

O horário de início das estações varia a cada ano. De acordo com a pesquisadora do ON, essa diferença se deve ao período de translação da Terra (exatamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46,08 segundos). O início das estações do ano e outros fenômenos astronômicos são encontrados no livro Anuário do Observatório Nacional.

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