Setor atacadista distribuidor cresce 0,9% em 2014 e fatura R$ 211,8 bi

A ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores) divulga hoje os resultados do Ranking ABAD/Nielsen 2015 – ano base 2014, pesquisa realizada anualmente pela entidade que oferece ao mercado o mais abrangente panorama do segmento atacadista distribuidor nacional, com dados relevantes para todas as empresas que compõem a cadeia de abastecimento no país.

De acordo com os resultados da pesquisa do Ranking, em 2014 o segmento atacadista distribuidor cresceu 0,9% em termos reais (0,8 ponto percentual a mais do que o PIB nacional, de 0,1%) e 7,3% em termos nominais, atingindo faturamento de R$ 211,8 bilhões.

Com isso, os agentes de distribuição respondem por uma fatia de 51,7% do mercado mercearil nacional, que foi de R$ 409,5 bilhões no ano passado. É o décimo ano consecutivo em que a participação do segmento nesse mercado permanece superior a 50%. O mercado mercearil compreende produtos de uso comum das famílias, como alimentos, bebidas, limpeza, higiene e cuidados pessoais.

Os números são apurados a partir de dados fornecidos voluntariamente por empresas do setor associadas à ABAD e analisados pela consultoria Nielsen, em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração).

O Ranking ABAD/Nielsen 2015 – ano base 2014 contou com a participação de 527 atacadistas e distribuidores de todo o Brasil. Essas empresas representam 42% do mercado atacadista distribuidor brasileiro, em faturamento.

Em número de respondentes, o destaque é a participação do Nordeste, com 204 empresas. Já em termos de faturamento, verificamos que o Sudeste corresponde a 44% do setor, seguido em importância pelo Nordeste (28%), pelo Sul (13%), pelo Centro-Oeste (8%) e pelo Norte do país (7%).

Os números confirmam a importância da região Sudeste, que concentra a maior parte do PIB nacional; mas também demonstra a crescente participação da região Nordeste no mercado mercearil, reforçando a percepção do crescimento do setor nas cidades médias, onde se localizam as redes de atacados de alcance regional, que vêm crescendo duas vezes mais do que as grandes redes nacionais.

No Ranking deste ano, observa-se a manutenção e até mesmo crescimento das expectativas de melhoria em faturamento em todos os modelos de negócios dos agentes de distribuição.

Esse otimismo se acentua nas empresas sediadas nas regiões Nordeste e Centro-Oeste e está alinhado com os dados do Ranking que apontam a manutenção do crescimento nas vendas dos pequenos e médios mercados que atuam nos bairros das grandes cidades e nas cidades médias no interior do país, em especial nessas duas regiões.