Senador gaúcho Lasier Martins defende reformas e detalha projetos que serão votados no Congresso Nacional

Senador gaúcho Lasier Martins no CIC Caxias do Sul - Foto Julio Soares - Objetiva
Senador gaúcho Lasier Martins na CIC Caxias do Sul – Foto Julio Soares – Objetiva

O restaurante da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) lotou para ouvir o senador gaúcho Lasier Martins falar sobre o momento político e econômico e defender um plano de concessões e reformas previdenciária, trabalhista e política na reunião-almoço de segunda-feira (05.09.16). “A crise ainda não terminou, lamentavelmente. Não é fácil desmanchar essa situação em que nos encontramos depois de 13 anos. A minha palavra é de preocupação, mas também de esperança”, disse Lasier no início de sua palestra.

Para ele, a crise econômica será mais rapidamente solucionada, ao contrário das crises política e ética. Estas, segundo ele, estão mais distantes de solução. “Sem uma ampla depuração na política brasileira teremos dificuldades em avançar”, alegou o senador.

Ele comentou que Temer é, inegavelmente, uma esperança, e que o presidente deverá voltar da China com lições para o País. O próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no fim de semana acenou com US$ 269 bilhões em concessões e desestatizações em infraestrutura. “Quando o Estado está falido temos que recorrer à iniciativa privada, não se tratando de Estado mínimo ou máximo, mas de Estado necessário”, acentuou, acreditando que o programa poderá representar uma nova etapa na economia do Brasil.

Lasier também acredita que em seu retorno ao Brasil o presidente Temer encaminhará as reformas previdenciária, estipulando idade mínima igual para homens e mulheres, e trabalhista, com proposta de terceirização e negociação entre sindicatos e empresas. Também deve ir à votação nos próximos dias, informou Lasier, a PEC que limita os gastos públicos, a da redução no número de ministérios e o plano de privatizações. Na reforma política, defendeu a restrição do foro privilegiado, revisão do pacto federativo, modelo de presidencialismo moderado e mudança na forma de indicação de ministros do Supremo, entre outras medidas.

Ao advertir sobre a lentidão no julgamento dos políticos envolvidos, o senador disse ainda que a Lava Jato não pode parar. É um patrimônio do Brasil e o maior acontecimento da história contemporânea do País, em sua opinião. Também criticou o “acordão” para garantir os direitos políticos de Dilma Rousseff após a perda do cargo. “A cisão da sessão final do julgamento do impeachment foi resultado de uma urdidura para salvar mandatos futuramente. Abriu um precedente para que muitos requeiram o mesmo tratamento”, alertou.

-- --