Porto Alegre – Obras da segunda Ponte do Guaíba entram em nova fase

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Os operários das obras da segunda Ponte do Guaíba, no Rio Grande do Sul, irão se dedicar por 45 dias à construção de 10 blocos que serão empregados para erguer pilares do empreendimento que tem previsão de conclusão para setembro de 2017. Serão duas semanas para a colocação das estacas e mais um mês na execução dos blocos dos pilares.

 

Nova ponte
A ponte terá 2,9 quilômetros de extensão, mais 4,4 quilômetros em acessos e 28 metros de largura, em pista dupla com duas faixas de tráfego em cada sentido. A obra que contará com quatro vãos fixos com altura suficiente para a passagem das embarcações. faz parte do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, e está orçada em R$ 649,6 milhões.

A nova ponte do Guaíba promete desafogar o trânsito de chegada e saída de Porto Alegre, que está no limite devido ao esgotamento da capacidade da ponte antiga, a Getúlio Vargas. Esta tem um vão móvel, para permitir a passagem de embarcações, mas devido a falhas no seu sistema operacional, provoca grandes engarrafamentos no sistema viário da capital e rodovias da região.

 
Realocação de famílias
Cerca de 1.100 famílias que moram na região deverão ser impactadas pela construção da nova ponte. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o governo está trabalhando no cadastramento da comunidade para realizar o reassentamento das famílias em projetos habitacionais a serem construídos em áreas próximas às atuais moradias.

Primeira Ponte
A ponte atual, inaugurada no final de 1958, é considerada um  dos símbolos da capital gaúcha. Faz a ligação de Porto Alegre com sul do estado, na intersecção das rodovias BR 116 e BR 290.  O vão móvel  da ponte eleva um trecho de pista de 58 metros de extensão e 400 toneladas de peso a uma altura de 24 metros (cada torre tem 43 metros até a base, sob a água). O vão é içado sempre que é necessária a passagem de embarcações de grande porte. Mensalmente, esse movimento da ponte ocorre 43 vezes, em média.

O tráfego sob a ponte é feito por embarcações que sobem o Rio Gravataí e que se dirigem também ao Polo Petroquímico de Triunfo.