Rio de Janeiro – Peça no Centro Cultural trata sobre jovem em busca da verdadeira identidade

RIO Uma-vida-boa-5

 

 

A peça de teatro “Uma Vida Boa”, que aborda um jovem em busca de sua verdadeira identidade, está em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal (Avenida Rio Branco, 241 – Centro), Rio de Janeiro/RJ, até o dia 21 de agosto de 2014. As apresentações acontecem nas quartas e quintas-feiras, às 19h, com ingresso a R$ 30.

 

 

“Eu não sou eu, nem o outro. Sou qualquer coisa de intermédio”. Os versos do poeta Mário de Sá-Carneiro poderiam descrever a trajetória de B, que, fisiologicamente, nasceu mulher, mas se reconhece como sendo do sexo masculino. Esta situação traz concretude para uma questão fundamental: quem somos? Somos o que parecemos ser?

 

 

RIO Uma-vida-boa-1

 

 

Baseado em uma história real, o espetáculo “Uma Vida Boa” leva para o palco a vida de B e sua busca por ser quem de fato é com os desdobramentos provocados quando resolve se assumir publicamente como ele, despertando outra característica histórica da humanidade: a incapacidade de compreender, respeitar, ou mesmo aceitar, o que lhe parece diferente, desconhecido. Este confronto real é o mote do espetáculo, que tem texto de Rafael Primot e direção de Diogo Liberano.

 

 

RIO Uma-vida-boa-6

 

 

A história que deu origem a “Uma Vida Boa” aconteceu nos Estados Unidos em 1993 e gerou um documentário e o filme “Meninos não choram”. B (Amanda Vides Veras) foi criada como menina pela família, mas resolveu assumir sua identidade masculina, mudar de cidade e acaba se apaixonando por L (Julianne Trevisol), além de fazer amizade com vários moradores da nova cidade, incluindo J (Daniel Chagas), que viria a ser seu assassino, juntamente com um amigo, condenado à prisão perpétua e que segue cumprindo pena.

 

 

RIO Uma-vida-boa-3

 

Já J foi condenado à pena de morte, mas a sentença ainda não foi executada e o caso aguarda revisão. Rafael Primot usou como base para a criação do texto apenas os acontecimentos históricos, através do que foi publicado sobre a tragédia. “Não sou um adaptador, preciso de liberdade para a criação. Eu aproveitei situações reais, mas absolutamente todas as linhas do texto são da minha imaginação, busquei criar uma nova história a partir do real”, enfatiza o autor.

 

 

Mais informações: (21) 3621-2550