Rio de Janeiro – Auto da Compadecida tem apresentações até setembro no Teatro do Leblon

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A nova montagem da peça Auto da Compadecida terá apresentações até o dia 07 de setembro de 2014 na Sala Marília Pêra do Teatro do Leblon (Rua Conde de Bernadote, 26 – Leblon), Rio de Janeiro/RJ. As sessões acontecem de quinta a sábado, às 21h, e domingos, às 20h. As entradas custam R$ 60 e R$ 70.

 

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A iniciativa é da Cia Limite 151, que já havia produzido espetáculo com outro texto do autor, O Santo e a Porca (direção de João Fonseca), sucesso de público e crítica, aplaudido pessoalmente por Suassuna. Com um elenco formado por 12 atores, entre eles Gláucia Rodrigues, Rafael Fetter Edmundo Lippi, Janaína Prado, Jacqueline Brandão, direção de Sidnei Cruz a peça foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Figurino de 2012.

 

 

A peça fala das aventuras de João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos da pequena cidade em que vivem, até conseguirem através de suas confusões a ira do temido Cangaceiro Severino de Aracaju.

 

 

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A história serve como pano de fundo para mostrar problemas sérios encontrados no Nordeste brasileiro, como o coronelismo, a pobreza extrema em que algumas pessoas se encontram e várias figuras populares na região, como o cangaceiro. Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962 por Sábato Magaldi como “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

 

 

O espetáculo dirigido por Sidnei Cruz potencializa as linhas matriciais contidas na dramaturgia de Ariano Suassuna. O espaço cênico lembra um picadeiro de teatro de circo, e o jogo de cena dos atores é inspirado nos brincantes dos folguedos populares. As embrulhadas de João Grilo (Gláucia Rodrigues), sempre acompanhado pelo fiel escudeiro Chicó (Rafael Fetter), o levam ao céu para enfrentar o juízo final, onde o diabo faz de tudo para pegá-lo e ele faz de tudo para escapar, para tanto conta com a preciosa colaboração da Compadecida.

 

 

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As peripécias são narradas e pontuadas por palhaços e caretas que aparecem em diversas situações em forma de coro ou jogral. A comicidade popular e irreverente dos autos populares nordestinos e do teatro de mamulengos são as referências para o ritmo, a movimentação e os desenhos coreográficos da encenação. Pequenas arquibancadas móveis, cortinas, figurinos coloridos e rústicos dão o tom carnavalizado de comicidade bruta de feira e praça pública.

 

 

Mais informações: (21) 2529-7700

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