Escolha adequada e manutenção correta do colchão são fatores determinantes para qualidade do sono

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Segundo o Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM), 69% dos brasileiros têm dificuldade para dormir. O estudo indica que as pessoas estão dormindo menos e com pouca qualidade, o que pode causar prejuízos à saúde, à vida cotidiana e ao trabalho. Geralmente esses distúrbios e suas causas são negligenciados, o que pode acarretar problemas mais graves à medida que não são tratados. Um dos fatores que podem melhorar o sono da população é a qualidade do colchão e do travesseiro utilizado.

“Devemos escolher o colchão de acordo com nosso peso. Ele deve ser firme (não duro), assim como o travesseiro, que não deve ser nem muito alto nem muito baixo, mas ter a distância entre a nossa cabeça e o ombro. Também é importante prestar atenção no revestimento do colchão, que deve ser de tecido fresco e ‘respirar’”, afirma o ortopedista do Hospital Santa Paula, Gilberto Anauate.

Com foco na saúde e qualidade de vida, a Dow, fornecedora de tecnologia para fabricação de espuma para colchões e travesseiros, destaca o quanto esses materiais têm evoluído para proporcionar uma boa noite do sono. “O que garante conforto e bem estar ao colchão é a espuma, mesmo quando o modelo é de molas – pois sempre deve haver uma camada de espuma por cima do jogo de molejo. Por isso é importante estar atento à qualidade desse material”, explica Marcus Kerekes, gerente de Marketing da área de Consumo e Conforto de Poliuretanos da Dow para América Latina.

Dentre as espumas existentes no mercado, as de poliuretano trazem mais benefícios aos colchões. “Elas possibilitam suporte superior para uma postura ideal, prevenindo o desalinhamento do pescoço e coluna, além de problemas de saúde associados, como rigidez muscular e dores de cabeça”, destaca.

Cada pessoa deve escolher o tipo com a composição das espumas ao qual se adapta melhor. Da infinidade de espumas disponíveis no mercado, três tipos se destacam:

:: Viscoelásticas: macias, moldam-se ao formato do corpo e distribuem a pressão do peso no colchão

:: Alta resiliência: suportam o peso com firmeza sem deixar que o corpo afunde muito

:: Supermacias: baixa densidade e boa resistência ao rasgo.

“O mais importante é que o colchão esteja íntegro, sem deformidades, caso contrário poderá causar ou potencializar problemas de saúde. Além disso, é preciso fazer a sua substituição no prazo correto que é de, no máximo, cinco anos”, alerta Kerekes. No momento da compra, o consumidor deve procurar o selo Inmetro no produto.

Atualmente existem tecnologias capazes de produzir espumas bastante firmes e de qualidade para suportar e distribuir o peso do usuário no colchão.

“Com um colchão menos quente, a pessoa fica mais confortável durante o sono”, explica Kerekes. Essa sensação de frescor pode ter relevância na qualidade do sono, uma vez que a temperatura do corpo cai um pouco, para 35°C, enquanto dormimos e o calor externo pode incomodar e provocar o despertar.

“Durante o sono, o corpo trabalha para manter a temperatura entre 35°C e 36°C e se houver algo que provoque o aquecimento ocorre um aumento da atividade fisiológica para resfriá-lo, provocando um esforço extra e reduzindo o estado de relaxamento”, explica Dr. Anauate.

Foto : AllImpress