Psicólogo e professor da FASM comenta clima emocional da Seleção

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São muitos os comentários sobre o clima emocional da seleção, evidenciado pelos vários episódios em que os jogadores vão às lágrimas. Nesse momento em que a disputa se afunila e a pressão aumenta, quando teoricamente permanecem apenas os melhores e mais bem preparados, o aspecto psicológico ganha peso na preparação dos atletas.

Para o psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina – FASM, Breno Rosostolato, são vários os fatores que afetam o aspecto emocional dos jogadores e seria muito simplista considerar apenas o fato de estarem jogando em casa. “O espírito de “guerra”, termo usado em entrevistas pelo treinador Luis Felipe Scolari, reflete o ambiente da Seleção: um clima tenso, em que os jogadores vão para uma batalha e não para um jogo de futebol. Essa pressão é muito maior do que jogar em casa”, avalia.

“O choro, genericamente, pode prejudicar ou não. Depende qual o motivo e com quais motivações se chora. As lágrimas podem ser um sinal tanto de responsabilidade excessiva e extravasamento ou de fraqueza emocional e desequilíbrio. Nesse contexto, a psicóloga da Seleção Brasileira, Regina Brandão, pode conversar em particular com alguns jogadores, principalmente aqueles que demonstram mais instabilidade emocional, e buscar integrar o grupo, fazendo com que outros atletas, mais seguros, tenham maior aproximação com aqueles que estão mais vulneráveis. Deve, ainda, conversar com a comissão técnica no sentido de buscar clarificar pontos a serem trabalhados com o grupo. Os problemas e dificuldades precisam ser expostos e tudo deve ser falado objetivamente. A esta altura do campeonato, nada pode ser omitido”, afirma.

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