Prefeito de Porto Alegre José Fortunati (PDT) não descarta parcelamento de salários

Prefeito de Porto Alegre Jose Fortunati - Foto Ivan Andrade
Prefeito de Porto Alegre José Fortunati (PDT) não descarta parcelamento de salários – Foto Ivan Andrade

Porto Alegre chega aos seus 244 anos assustada com as dificuldades financeiras que estão batendo no Caixa do Executivo municipal. Segundo o prefeito, José Fortunati, a situação está diretamente relacionada às crises ética, moral, política e econômica assistidas pelos brasileiros nos últimos períodos. Há um ano, quando também participou do “Tá na Mesa” da Federasul, ele comemorava justamente o oposto. No entanto, a atual preocupação é em manter os serviços essenciais em funcionamento e os salários dos funcionários públicos municipais em dia, evitando o parcelamento vivido pelos servidores do Estado há alguns meses.

“TREMO NAS BASES”
Apesar de ter fechado 2015 com superávit, o cenário desenhado para este ano é um tanto diferente e para Fortunati se revelou “surpreendente negativamente, por mais que o Executivo estivesse preparado para enfrentar a situação”. A primeira medida foi solicitar um diagnóstico, que está sendo elaborado por um grupo de trabalho constituído por representantes de diversas secretarias municipais e que atua para apontar, nos próximos 30 dias, alternativas para buscar novos fontes de recursos e conter os problemas financeiros que se avizinham. “Não está no nosso horizonte o aumento de tributos”, antecipou o prefeito.

Somadas a essas dificuldades está a queda na arrecadação municipal aliada à imprevisibilidade de recursos. “Tremo nas bases cada vez que recebo uma ligação do secretário da Fazenda”, admitiu Fortunati ao argumentar que outra medida adotada foi por meio de um decreto que limita a contratação de novos servidores e viagens internacionais, entre outras despesas.

PARCELAMENTO
O parcelamento de salários passará a ser uma alternativa, se os entraves financeiros atuais não forem superados nos próximos meses, admitiu o prefeito. “Minha preocupação é em não jogar um balde de água fria e desmotivar os nossos funcionários”, lamentou ao dizer que as dificuldades também devem aparecer para quitar dívidas com credores e fornecedores do executivo municipal. “Nossa expectativa é de que sejam adotadas medidas nacionais que revertam a queda do PIB que é assustadora”, alertou.

COBRANÇA PONTUAL
Em sua saudação o presidente da Federasul, Ricardo Russowsky, cobrou do prefeito melhorias na cidade. “Porto Alegre, que cresce a passos largos, precisa de muitas melhorias para mudar a percepção de abandono retratada na sujeira e nos buracos”, falou Russowsky ao questionar: “Não estamos prontos para o futuro, caro prefeito. Onde está o metrô? A revitalização do Cais Mauá? Projetos essenciais totalmente paralisados”, finalizou.

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