Sintrajufe/RS divulga nota de apoio aos servidores municipais de Porto Alegre

Câmara de Vereadores de Porto Alegre - Foto Ederson Nunes CMPA
Câmara de Vereadores de Porto Alegre – Foto Ederson Nunes CMPA

Porto Alegre Notícias

O Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul ( Sintrajufe / RS ), criado em 28 de novembro de 1998, como representação dos servidores das justiças do Trabalho, Federal, Eleitoral e Militar, divulgou na quinta-feira (12.07.18) nota de apoio aos servidores municipais de Porto Alegre em sua luta em defesa da manutenção de seus direitos.

Trechos da Nota
… “O Sintrajufe/RS repudia qualquer ataque a direitos dos trabalhadores. Somos contrários ao desmonte do serviço público”…
… “Todo apoio aos servidores municipais de Porto Alegre em sua luta, que representa também a defesa do direito da população a um serviço público de qualidade” …

Para entender os fatos
Eleito para o Executivo municipal, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), vem realizando uma gestão marcada pelo ataque a direitos dos municipários e desmonte dos serviços prestados à população. Na quarta-feira (11.07.18), estava em apreciação um pacote de projetos que, entre outras coisas, institui o Regime de Previdência Complementar para os servidores e altera o Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Porto Alegre.

A ideia era que esses projetos fossem votados apenas na volta do recesso, mas uma manobra da base de Marchezan, em reunião ontem, às 11h, definiu que os projetos entrariam na pauta para votação às 14h do mesmo dia. Os municipários conseguiram comparecer em peso à Câmara, mas o presidente da Casa, Valter Nagelstein (MDB), mandou fechar o acesso ao plenário. Os servidores não apenas foram impedidos, ilegalmente, de entrar na Câmara de Vereadores, como foram agredidos pela Guarda Municipal e pelo Batalhão de Choque da Brigada Militar.

Diante do protesto, a Guarda Municipal usou gás de gengibre contra os servidores, ainda dentro do Legislativo. Os trabalhadores, em seguida, tentaram entrar pela rampa principal de acesso à casa parlamentar; ao entrarem, foram recebidos pelo Batalhão de Choque da BM, que já estava no interior do prédio. Os policiais avançaram utilizando spray de pimenta e bombas de gás, empurrando-os para fora do prédio.

Diante do conflito a sessão foi interrompida. Na manhã de quinta-feira (12.07.18), os servidores realizaram assembleia geral em frente à Câmara de Vereadores e aprovaram a deflagração de greve. Também pela manhã, a Justiça determinou que fossea permitido livre acesso à sessão.