Pés diabéticos são mais sensíveis e necessitam de profissionais da Saúde

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Quando o assunto é corpo e saúde, os pés quase sempre acabam esquecidos, porém para que eles fiquem livres de doenças e sadios, é preciso procurar um bom especialista, ainda mais no caso dos diabéticos que correm risco de desenvolver feridas, comprometimento nos nervos periféricos, perda da sensibilidade, formigamento, queimação e dormência.

Por exemplo, existem profissões em que as pessoas passam a maior parte do tempo em pé, como os professores e vendedores, ocasionando uma pressão contínua nos pés podendo até causar alteração anatômica, além das hiperceratoses, que podem ser tratadas com medicação tópica e as alterações ungueais com antiinflamatórios e antibióticos, conforme o caso. A causa campeã da Podologia é para tratar a Onicocriptose, mais conhecida como unha encravada.

Segundo a Dra.Vanusa Perini, médica clínica especializada em Medicina Estética, se os casos acima envolvem diabéticos, todo cuidado é pouco, pois o tratamento inclui desbridar a lesão, usar antibióticos quando necessário e curativos específicos. “Não podemos esquecer a causa básica, o bom controle glicêmico”, afirma a médica e ressalta que a Medicina e a Podologia se encontram na saúde dos pés.

Segundo o podólogo Armando Bega, professor da Universidade Anhembi Morumbi, o pior inimigo dos pés diabéticos é justamente o não cuidado específico que eles merecem. Hoje se desenvolve produtos de alta tecnologia para tratar os pés, diminuindo o desconforto, minimizando as dores, beneficiando profissionais e pacientes, uma vez que as técnicas de anestesia invasivas só são permitidas aos médicos e dentistas. “Portanto, os métodos de analgesia que funcionam sem o uso de agulhas, como a acupuntura não invasiva são bem vindos”.

Os testes feitos com os produtos desenvolvidos para esta finalidade surtiram efeitos positivos com o aparelho Biotrat, acupuntura sem agulhas, o que animou o diretor de desenvolvimento de produtos Tonederm, Cristiano Paganin, visto que as pesquisas identificaram que não havia tecnologia de ponta para a Podologia. “Apostamos também no uso da microcorrente, que proporciona a aceleração da regeneração celular e cicatrização de feridas”, diz o diretor.

Para quem gosta de ir ao pedicure, a médica alerta que o uso frequente de esmaltes pode levar a um quadro de enfraquecimento das unhas. Já as cutículas tem a função de proteger contra fungos, vírus e bactérias, além dos processos inflamatórios. Outro ponto que gera desconforto é o mau cheiro que se concentra na região dos pés devido a glândula sudorípora Bromidrose Plantar, ou popularmente conhecido como Chulé, que é o sintoma característico do suor infectado por micro-organismos Um recurso é utilizar produtos de higiene, como os desodorantes, anti-transpirantes, que controlam a produção excessiva do suor, assim como medicamentos com ação bactericida, fungicida e antimicótica.

Dicas para manter os pés diabéticos saudáveis:
– Secar bem a pele depois do banho, especialmente entre os dedos dos pés.
– Dar preferência aos sabonetes antissépticos.
– Evitar as meias sintéticas e se possível, escolher as de puro algodão.
– Deixar os sapatos em lugares ventilados enquanto estão fora de uso.
– Nunca ficar descalço.
– Tratar os ferimentos imediatamente.
– Não compartilhar utensílios na hora de cortar e pintar as unhas.

Ficar sem fumar, ter uma alimentação adequada, praticar exercícios físicos e fazer um bom controle dos níveis glicêmicos são as principais armas para não agravar a condição do pé diabético, independente da idade.

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