Pirataria e comércio ilegal geram prejuízo de 28% ao setor óptico no Rio Grande do Sul

Oculos Setor Optico Ajorsul

Os óculos são um dos produtos mais pirateados no país. Segundo dados da Comissão de Combate à Informalidade da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), 40% dos produtos são falsificados no Estado gaúcho, enquanto no Brasil o índice aumenta para 70%. Além dos produtos piratas, a concorrência também atua de forma ilícita: 55% do comércio está na ilegalidade. Diante este cenário, o prejuízo do setor formal fica em torno de 28%.

“Os óculos podem ser acessórios de moda, mas também já se tornaram um produto de saúde. Portanto, é importante ressaltar às pessoas que investem neste tipo de mercadoria, que elas estão propensas a correr riscos, como aceleração da catarata e degeneração macular por efeito da radiação”, destaca Eduardo Machado, vice-presidente da Ajorsul – Associação do Comércio de Joias, Relógios e Óptica do Rio Grande do Sul.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico (Sindióptica) e coordenador da Comissão de Combate à Informalidade, André Roncatto, conta que em 2008, a entidade sindical conseguiu com que fosse aprovada uma Lei Estadual que regulamenta a comercialização de óculos. A norma prevê que o estabelecimento precisa contar com um técnico em óptica, além de possuir ferramentas de ajuste, equipamentos de conferência e os produtos precisam estar em conformidade com o que dispõe a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Fonte : PlayPress | Foto : Mariana da Rosa