Produção industrial têxtil caiu mais do que a indústria de transformação em setembro

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Rafael Cervone, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), salienta que medidas restritivas adotadas pelo governo, falta de rumo na política econômica e crise política, conforme previsto, só aumentam a recessão, derretem o emprego e não permitem a retomada do crescimento.

Em setembro último, na comparação com igual período do ano anterior, a produção têxtil brasileira caiu 22,5% e a de confecção, 13,6%. Recuos do setor superaram o da indústria de transformação como um todo, que foi de 12,6%. Dados acabam de ser divulgados pelo IBGE.

No acumulado de 2015, a indústria de transformação apresentou queda de 9,2%, os têxteis de 12,8% e os confeccionados de 10,3%. Nos últimos 12 meses, o recuo foi, respectivamente, de 8,2%, 11,6% e 8,8%. Em relação a agosto de 2015, a queda de produção foi de 1,5%, 1% e 4,2%.

“Os números evidenciam que a falta de rumo na política econômica, aliada a uma grave crise política, com juros altos, restrição do crédito e, ainda por cima, com aumento da carga tributária, está surtindo o efeito previsível, ou seja, de aumento da recessão”, salienta Rafael Cervone, presidente da Abit. Para ele, “a solução concreta para a retomada do crescimento exige mudança séria e profunda da cultura governamental, reduzindo o tamanho do Estado, melhorando a eficiência dos gastos públicos e construindo uma agenda concreta de longo prazo, possibilitando e estimulando a retomada da economia e dos investimentos”.

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