Professora da UCS Ana Cristina Fachinelli fala sobre o Big Data e seu potencial para gerar vantagens competitivas

Professora UCS Ana Cristina Fachinelli Big Data

Tema da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), realizada na quarta-feira (4.11.15), “Inteligência Competitiva” nada mais é do que um método adotado pelas empresas para lidar com informações que possam afetar as suas condições de competitividade. Apresentado pela pós-doutora em Inteligência Estratégica Ana Cristina Fachinelli, que é professora do programa de Pós-gradução em Administração da Universidade de Caxias do Sul, o assunto ganhou total atenção da plateia a partir dos relatos sobre o contexto Big Data, fenômeno atual relativo ao monumental volume e variedade de dados e a velocidade com que trafegam no universo digital.

“O desafio é encontrar sentido nessa informação, ou seja, o que ela significa para minha empresa e, mais do que isso, o que esse conjunto de informações, quando interpretado e conectado com uma determinada realidade, pode significar para as situações que a empresa enfrenta no momento”, ponderou Ana.

Conforme explicou a especialista, ao contrário do que ocorre com pesquisas demográficas e de opinião, a análise de Big Data revela não o que as pessoas pensam ou declaram pensar, mas sim o que elas escolheram fazer, o que aumenta a capacidade de prever comportamentos. “A Inteligência Competitiva busca organizar e gerenciar a cadeia de valor do processo de transformação de dados em informação e, finalmente, em conhecimento”, afirmou.

Para Ana, o maior risco de não saber lidar com esse volume imenso de informação tão variada e tão veloz é justamente acabar gerando uma visão ambígua da realidade e incorrer no que denominou de cegueira estratégica. “Com a falta de foco, uma informação se sobrepõe a outra sem contornos definidos, que se torna quase que um borrão. Aí você não consegue enxergar mais”, afirmou. De acordo com a professora, a experiência tem revelado em muitos casos que o não uso ou o mal-uso da informação está associado ao fechamento da visão e mentalidade em não aceitar informações que possam colocar em xeque crenças, valores e certezas da organização. “E isso também pode ser um grande risco”, observou. Ao contrário, as empresas que fazem uso intensivo de dados para a tomada de decisão se apresentaram 5% mais produtivas e 6% mais rentáveis do que seus concorrentes, revelou Ana.

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