Especialistas alertam para o mau uso dos aquecedores durante o inverno

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Tosse, dor de garganta, sangramento nasal, crises alérgicas, bronquites e desidratação podem ser reflexos do mau uso dos aquecedores durante o inverno

No frio é comum o uso de aquecedores, porém, o grande problema deles, é que alguns diminuem ainda mais a umidade do ar, que já se encontra naturalmente reduzida no inverno.

Assim, as vias aéreas ficam ressecadas, o que prejudica a filtragem do ar e facilita a inspiração de impurezas, além da entrada de vírus, fungos e bactérias em nosso organismo, podendo desencadear tosse, dor de garganta, sangramento nasal, crises de alergias, bronquites. Pacientes asmáticos, além de portadores de rinite ou até DPOC – doença pulmonar obstrutiva crônica- podem agravar seus quadros.

“O aparelho respiratório produz secreção e esse muco evita que o organismo seja invadido por partículas externas. Isso é um mecanismo de proteção contra alergias e infecções”, diz o pneumologista Rodrigo Santiago. “Crianças e idosos são os mais prejudicados pela diminuição da umidade do ar, por causa de suas deficiências imunológicas”, completa.

Para amenizar o ressecamento com o uso dos aquecedores, o otorrinolaringologista Alexandre Colombini, sugere alguns truques caseiros. “Colocar bacias d’água e toalhas molhadas no mesmo ambiente do aquecedor ajuda”, afirma o médico. “Porém muitas vezes não são suficientes. O ideal é usar aparelhos que têm umidificadores e termostatos, capazes de medir a umidade do local, que desligam automaticamente ao chegarem à temperatura e umidade adequadas.

Na casa do consultor financeiro Marcelo Barroso, 39 anos, conciliar o umidificador com o aquecedor já virou rotina. Ele conta que percebe claramente a interferência do ar seco na saúde de seu filho, Theo, de 2 anos. “Quando o ar está seco, ele fica com tosse”, conta Marcelo. “O pediatra recomendou manter o umidificador com o uso do aquecedor.”

Uma boa dica para preservar a umidade do ar é apostar nos aquecedores a óleo, que provocam menos ressecamento que os elétricos – e ainda são mais econômicos. Também é importante prestar atenção na manutenção do aparelho. Limpar o filtro periodicamente, conforme o manual indicar, é essencial para proteger a saúde das crianças.

O uso inadequado dos aquecedores tem relação, ainda, com episódios de choque térmico – provocados por variações bruscas de temperatura. Por isso, os especialistas recomendam dosar a exposição da família ao aparelho, regra que também vale para o umidificador: duas horas são suficientes para tornar o ambiente mais agradável no frio.

A ideia é “quebrar” o frio do ambiente e não superaquecê-lo, ressalta dr. Colombini.

Desidratação – No inverno, sentimos menos sede e temos a tendência, principalmente crianças e idosos, de ingerir menos líquido. “A soma dessa baixa ingestão, da baixa umidade do ar e do superaquecimento dos ambientes pelo uso dos aquecedores pode levar a quadros de desidratação. Por isso, outra recomendação, além de usar umidificadores de ar junto com os aquecedores, é usar inaladores de ar com soro fisiológico, evitar fumaça de cigarros, além de caprichar na hidratação, ingerindo líquidos, como água, chás, sopas e caldos”, comenta Colombini.

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