Manter a casa limpa pode diminuir as crises de rinite alérgica

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A rinite alérgica é um incômodo considerável: espirros, coceira no nariz e nos olhos, congestionamento nasal. A estimativa é de que cerca de 25% da população apresente esse mal em algum estágio da vida – não raro, durante a infância. O tratamento para aliviar os sintomas é medicamentoso, mas cuidar da higiene ambiental pode ajudar e muito a diminuir o mal-estar.

Ácaros e mofo são dois agentes especialmente perigosos para quem tem rinite alérgica. Portanto, eliminar ou diminuir sua presença em casa, no escritório, no carro, é crucial, segundo o médico otorrinolaringologista Dr. Fabrízio Ricci Romano. Não é recomendado o uso de carpetes, tapetes e cortinas no ambiente (eles são acumuladores de poeira) e, caso não seja possível eliminá-los, é preciso ter o cuidado de mantê-los sempre limpos e aspirados. “Isso reduz a proliferação dos ácaros”, explica o médico.

Outros cuidados básicos também são importantes. Deve-se fazer a troca de roupa de cama pelo menos uma vez por semana e lavar bem roupas que estiverem guardadas há muito tempo antes de usá-las – isso vale principalmente para as roupas de inverno, que ficam nas gavetas durante boa parte do ano.

Arejar armários, cômodas e guarda-roupas e colocar copinhos antimofo nesses locais pode ajudar a diminuir o problema. “Ambientes úmidos são um prato cheio para ácaros e mofo”, lembra o Dr. Romano. Nos escritórios, a dica é evitar o abuso de ar-condicionado e realizar a manutenção e limpeza frequentes desses sistemas, já que o filtro vai acumulando sujeira e a joga de volta no ambiente.

Como identificar a rinite alérgica?

Rinite alérgica uma inflamação da mucosa (pele fina e úmida) que recobre a área interna do nariz e acontece quando o órgão se defende de agentes que estão no ar, como pólen e poeira. Os sintomas principais são espirros, coceira no nariz e nos olhos, congestão nasal e prurido. Muitas vezes, a doença é confundida com gripes e resfriados. Diferentemente dessas, a rinite alérgica não é contagiosa e não tem cura, ou seja, precisa ser controlada. Apenas o médico pode fazer o diagnóstico e indicar o melhor tratamento. O tratamento pode ser feito com spray nasal anti-histamínico, que promove um rápido alívio dos sintomas.

Cuidado especial com crianças

É difícil encontrar uma criança que não ame animais domésticos e que não tenha pelo menos um bicho de pelúcia de enfeite no quarto ou até em cima da cama. “Crianças, inclusive, gostam de dormir abraçados a elas. Isso é um perigo”, alerta o médico.

Portanto, a dica é evitar esses brinquedos se a criança for alérgica. Caso a criança não queira ficar sem a pelúcia, é primordial que os pais tirem a poeira e lavem o objeto com frequência. Para guardar, o melhor é colocá-la dentro de um saco plástico limpo e vedá-lo. “Assim, quando a criança quiser brincar, ele estará o mais limpo possível e fará menos mal a uma criança que já apresenta os sintomas de uma rinite alérgica”, avalia.

Já com os pets a tarefa é mais complicada: por mais limpos que estejam, animais como cachorro e gato soltam muito pelo pela casa, um agente que agrava e provoca os sintomas da rinite. “O ideal é manter o animal fora de casa o máximo possível ou, pelo menos, evitar que ele entre em cômodos como quartos e sala de estar, onde geralmente as pessoas passam mais tempo”, finaliza o Dr. Fabrízio Ricci Romano.

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