Atriz gaúcha Julia Lemmertz conta em entrevista que ex-marido Alexandre Borges é um amor para vida toda

Atriz Julia Lemmertz. na Revista 29 Horas - foto : Divulgação
Atriz Julia Lemmertz. na Revista 29 Horas – foto : Divulgação

A revista 29HORAS, publicação oficial do Aeroporto de Congonhas/SP, destaca em sua reportagem de capa da edição de março de 2016, entrevista exclusiva com Julia Lemmertz. A atriz gaúcha conta sobre a sua participação na peça teatral “A tragédia latino-americana”, lançamento do longa metragem “O pequeno segredo” e, mesmo muito discreta, abre seu coração quando o assunto é o ex-marido Alexandre Borges.

Nascida em uma família de veia artística – é filha do ator e dramaturgo Lineu Dias e da atriz Lilian Lemmertz – Julia nem por isso deixou de se esforçar e correr atrás de seus ideais na profissão. Hoje é considerada um grande nome da dramaturgia brasileira e uma celebridade muito respeitada por seu trabalho e por sua postura profissional e na vida pessoal.

Atualmente, ensaia para a peça de teatro “A tragédia latino-americana”, que estreia no dia 09 de março na Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MIT). “A peça é um projeto incrível do Felipe Hirsch com o Sesc, com base em textos de 23 escritores latino-americanos. Tem Cabrera Infante, de Cuba; tem Lima Barreto e Glauco Mattoso, entre os brasileiros; Andres Caicedo, da Colômbia; Augusto Monterroso, de Honduras; entre outros”, conta a atriz, com entusiasmo. O espetáculo será dividido em duas partes, sendo que a primeira estreia agora e a outra parte, intitulada “A comédia latino-americana”, será apresentada no segundo semestre, no mesmo teatro. O elenco é composto de atores brasileiros, argentinos e chilenos.

Atriz Julia Lemmertz. na Revista 29 Horas - foto : Divulgação
Atriz Julia Lemmertz. na Revista 29 Horas – foto : Divulgação

Sua filha mais velha, Luiza, de 27 anos (de seu primeiro casamento, com Álvaro Osório), também estará em cartaz no MIT e Julia se mostra empolgada ao comparar-se com ela quando era jovem. “Eu comecei aos 18 anos fazendo tudo o que aparecia na minha frente, meio sem método, já a Luiza é de planejar e pensar mais a sua trajetória”, afirma. Miguel, o outro filho, fruto do relacionamento com o ator Alexandre Borges, tem hoje 15 anos e mora no Rio de Janeiro, o que a faz Julia frequentar a ponte aérea Rio-São Paulo. “Não é uma rotina, é uma coisa de louca, uma correria. Mas eu adoro”, diz. “Filho só soma, só acrescenta coisas incríveis à vida. Você pensa em como criar essa pessoa, em como encaminhá-la para viver num mundo com as próprias pernas. É trabalho pra burro, mas é muito bom”, enaltece.

O ano de 2015 foi um período delicado para Julia e Alexandre Borges que se separaram após 22 anos de união. “Tudo isso é um processo, uma fase de mudança. Estou me ouvindo mais, para deixar a coisa se assentar e ver que relação é essa que irá se formar. Por que o Alexandre sempre será uma pessoa importantíssima, um amor para o resto da vida”, conta a atriz. Com a reflexão sobre o termo “ex-marido”, Julia pondera. “Não é ex nada. É o amor que mudou de configuração, e a gente vai descobrir que configuração é essa. Não sei bem qual vai ser”, declara. Ela afirma que um ciclo sutil e ao mesmo tempo profundo se iniciou em sua vida, pois está mergulhando em seu interior, almejando mais tempo para as suas vontades. “Estou voltada para o trabalho, para mim mesma e para os meus desejos”, completa.

Em abril, estará em cartaz “O pequeno segredo”, longa metragem que Julia Lemmertz irá estrelar. O filme conta a história dos Schurmann, a primeira família brasileira a dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro. A inspiração para este roteiro vem do livro “Pequeno Segredo – A Lição de Vida de Kat para a Família Schurmann”, onde foi revelado o segredo da adoção de Kat, uma criança neozelandesa que foi vítima do vírus HIV. Para Julia, que interpreta Heloísa, a esposa e mãe da família, o desfecho é bem impactante. “É uma história de profundo amor incondicional contada como uma fábula. É muito bonito. A energia de todo o time foi muito boa, amorosa, e isso fica impregnado no sentimento comum”, considera.

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