Demanda por voos domésticos no Brasil tem a maior queda em 12 anos, diz IATA

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A demanda global por viagens aéreas cresceu 5,3% em março, em relação ao mesmo mês de 2015, informou na manhã de quinta-feira (05.05.16) a Associação Internacional do Transporte Aéreo (da sigla em inglês IATA). A oferta de assentos teve aumento de 5,9% na mesma base de comparação. A taxa média de ocupação dos aviões ficou em 79,6%, um recuo de 0,5 ponto percentual.

“O crescimento da demanda, em março/16, representou uma desaceleração em relação a janeiro e fevereiro. É prematuro dizer se isso marca o fim dos resultados recentes muito fortes. Nós esperamos mais estímulos na forma expansão da rede e diminuição de custos das viagens. No entanto, o cenário econômico mais amplo permanece sob controle”, afirmou o diretor-geral e CEO da IATA, Tony Tyler.

Na contramão do desempenho global, o Brasil registrou, mais uma vez, o pior desempenho entre os principais mercados domésticos do mundo, com recuo de 8,3% na demanda por voos domésticos em março, ante igual período de 2015. De acordo com a IATA, foi a maior queda nesse indicador em 12 anos. A oferta teve retração de 7,9% na comparação anual. A taxa média de ocupação dos aviões também teve queda, de 0,3 ponto percentual, para 75,7%.

“A perspectiva econômica e política altamente incerta (no Brasil) presume novos desafios para o mercado aéreo no curto prazo”, informa a IATA, por meio de seu relatório mensal.

No primeiro trimestre, a demanda global por viagens aéreas acumula crescimento de 7%, na comparação anual. A oferta, por sua vez, também cresceu 7% nos primeiros três meses do ano. A taxa média de ocupação dos aviões é de 78,7% nesse período.

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