Bancários rejeitam proposta da Fenaban e decidem manter greve

greve dos bancarios foto Marcelo Camargo - Agencia Brasil

Sem uma nova proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban), os bancários decidiram continuar em greve. Na oitava rodada de negociação, feita na quinta-feira (15.09.16), a Fenaban manteve a proposta de aumento de 7% nos salários e benefícios e um abono de R$ 3,3 mil, que será pago 10 dias após a assinatura do acordo. A proposta foi recusada pelo Comando Nacional dos Bancários, que a considerou insuficiente.

Os bancários pedem reajuste de 14,78% [sendo 5% de aumento real e mais a correção da inflação], 14o salário, participação nos lucros e resultados (PLR) de R$ 8.297,61, entre outros.

“O valor fixado para o abono está 10% acima da proposta inicial apresentada no dia 29 de agosto e, somado ao reajuste no salário, superior à inflação prevista para os próximos 12 meses, representa um ganho expressivo para a maioria dos bancários”, afirma, em nota, a Fenaban.

Segundo a federação, o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa.

Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras demandas.

“Os banqueiros agem com total descaso ao tentar impor perdas de 2,39% aos bancários, já que insistem em não repor a inflação, e ainda, desvalorizar os funcionários, sem atender às demais reivindicações. Quem quer redução de salário? É inadmissível que o setor que continua a lucrar tanto, mesmo em tempos de crise, opte por um papel tão nefasto de falta de responsabilidade social com seus funcionários e com a economia do país”, disse Roberto von der Osten, um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.

A greve dos bancários começou na terça-feira (06.09.16). Na quinta-feira (15.09.16), 12.608 agências e 49 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas em todo o Brasil, segundo o sindicato dos bancários. O número representa 54% das agências no Brasil. A Fenaban não divulgou números.