Ministro da Defesa, Raul Jungmann, defende projetos estratégicos em cerimônia de posse

Ministro da Defesa Raul Jungmann

Na cerimônia de posse, realizada na segunda-feira (16.05.16) à tarde, no Clube da Aeronáutica, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, elegeu como prioridades de gestão a geração de recursos para a pasta e o prosseguimento dos projetos estratégicos das três Forças Armadas. “Os projetos estratégicos são essenciais para o desenvolvimento do Brasil. Eles trazem a tecnologia, aumentam a produtividade e têm também utilização para fins pacíficos”, afirmou o ministro em entrevista, ao final da solenidade.

“A gente não pode ter projetos estratégicos, como o submarino nuclear, como navios, como cibernética, como Astros, durando décadas. Isso não é bom para o Brasil”, ressaltou o ministro. Na próxima semana, Jungmann tratará do fluxo de recursos para os projetos em encontros que manterá com o ministro do planejamento, Romero Jucá, e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

“A estratégia orçamentária é você procurar fazer com menos, mais. Você procurar focar em projetos estratégicos, e obviamente, conseguir que a gente caminhe. Evidente que nós vamos andar um pouco mais devagar, não resta a menor sombra de dúvidas. O que você não pode é descontinuar, o que você não pode é parar anos recursos humanos que foram investidos, bilhões de reais que aconteceram”, afirmou.

O ministro destacou a capacidade que as forças têm para gerarem recursos e poder suprir uma parte de suas necessidades. “Nós só precisamos mudar a regulamentação, mas pode ter certeza, nós vamos ser muito criativos nessa área, no sentido de ajudar o Governo e, obviamente, ajudar também esses projetos estratégicos das Forças Armadas. Não tenho dúvidas disso”, disse.

Durante discurso, o ministro lembrou que a pasta é um instrumento de governo indispensável ao exercício das políticas voltadas para a defesa nacional. “Qualificar nosso combatente como um técnico de alta performance e, ao mesmo tempo, um soldado-cidadão que carrega nos ombros o legado da nação é uma tarefa urgente”, afirmou.

Segundo o ministro, existem desafios imediatos que devem ser equacionados como a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. “Evento de repercussão extrema no cenário internacional, capaz de trazer uma visão pacífica, ordeira e competente para a nação”, disse. Ele defendeu um monitoramento permanente do processo de organização das olimpíadas pelo governo federal.

“Saiba de uma coisa: elas vão ser realizadas, elas vão dar certo e vão dar orgulho aos brasileiros perante todo o mundo. Isso aí você não tenha a menor sombra de dúvidas. Nós estamos absolutamente prontos para suprir qualquer necessidade que se faça necessário para o bom desempenho das Olimpíadas”, completou Jungmann, durante entrevista.

Jungmann também falou em seu discurso sobre os documentos que regem as atividades da Defesa. Para ele, o arcabouço legal que assegura o emprego das Forças em diversas missões necessita ser revisto com urgência para garantir a segurança jurídica dos militares que atuam em operações. “Será também uma preocupação permanente e premente e nos comprometemos em mobilizar mentes competentes para orientar e guardar nossos homens quando em ação”.

Como anfitrião e representando também os comandos da Marinha e do Exército, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, afirmou que, desde a sua criação em 1999, o Ministério da Defesa é importante instrumento de consolidação democrática ao estabelecer normas e práticas que institucionalizaram a condição das três Forças Armadas: “Que serve a uma única política, em ambiente de coordenação, de integração de meios e esforços. É o principal instrumento que o Estado dispõe para execução da politica de defesa”, salientou.

O brigadeiro Rossato disse que os militares se desengajaram da política partidária. “Os políticos, sim, devem cada vez mais se engajaram nesta importante e plena responsabilidade dos destinos da nação. A missão constitucional das Forças Armadas não deixa dúvida da priorização da defesa do País. É para isto que existimos”.

Fonte e Fotos : Assessoria de Imprensa do Ministério da Defesa

-- --