Feira do Livro de Porto Alegre 2017 : banca da Prefeitura vende livro doado para bibliotecas

FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE 2017- PMPOA vende livros doados


Foto publicada da banca na página oficial da prefeitura no Facebook confirma a venda ilegal

Exemplares do livro ‘Bichológico’ doados pela escritora Paula Taitelbaum em 2017 para as bibliotecas e escolas públicas de Porto Alegre, acabaram sendo vendidos indevidamente na banca da Prefeitura da capital gaúcha na edição 2017 da Feira do Livro.

A escritora ao perceber a comercialização inadequada em manifestou na noite de sábado (4.11.17) em sua página na mesma rede social. “Não comprem meu livro Bichológico na banca da Prefeitura da Feira do Livro! De jeito nenhum! Esses livros que ali se encontram não poderiam estar sendo comercializados, pois foram doados para serem direcionados a bibliotecas e escolas públicas. Amanhã tomarei as providências necessárias para que sejam retirados dali o mais rápido possível”.

FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE 2017- PMPOA vende livros doados

Na página oficial da Prefeitura de Porto Alegre no Facebook foi colocada uma mensagem de resposta em cada postagem sobre o assunto. , diz o texto.

Na mesma página a autora escreveu novamente na manhã de domingo (5.11.17) : “Retirem já da banca!”. A resposta da Prefeitura foi impessoal e padrão. “”Bichológicos” serão retirados da banca da Prefeitura na Feira do Livro imediatamente. Sergius Gonzaga, coordenador do Livro e Literatura da Secretaria Municipal da Cultura, disse que os livros não deveriam estar ali. Já solicitou a retirada e garantiu que o valor dos livros que foram vendidos (4 unidades) será direcionado às bibliotecárias da Biblioteca Josué Guimarães para que comprem outras obras”. A mesma resposta foi dada para outras postagens sobre o assunto na página.

Sortimentos.com solicita a todos que evitem adquirir livros na barraca da Prefeitura Municipal de Porto Alegre na Feira do Livro 2017. “Não temos como averiguar a origem dos livros, se foram comprados e retirados do acervo das bibliotecas e escolas do município para a venda na Feira. É mais um ato da gestão perversa de Marchezan, que retira direitos e se apropria do patrimônio público para gerar receita. Vender o DMAE e a Carris já é uma insanidade. Agora, vender livros novos doados ao município, é um ato que permite apropriar as piores qualidades à uma gestão e seus gestores”, diz Fabio Juchen, editor de sortimentos.com

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