Feira APAS 2016 – Luiza Trajano, Maria Eduarda Kertész e Sônia Hess falam sobre competência e gestão empresarial

Feira APAS 2016 - Luiza Trajano, Maria Eduarda Kertész e Sônia Hess - Foto divulgação
Feira APAS 2016 – Luiza Trajano, Maria Eduarda Kertész e Sônia Hess – Foto divulgação

Na quarta-feira (4.5.16) o Congresso de Gestão Internacional da APAS 2016, começou com palestra que contou com a participação das executivas Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho administrativo do Magazine Luiza; Maria Eduarda Kertész, presidente da Johnson & Johnson Consumo do Brasil; e Sônia Hess, presidente da organização Mulheres do Brasil. O painel teve como tema “Competência e Sensibilidade na Gestão Empresarial” e foi mediado pela jornalista Christiane Pelajo, da TV Globo.

As executivas compartilharam experiências ao longo das trajetórias profissionais e falaram sobre liderança, desenvolvimento estratégico e equilíbrio entre a visão a curto e longo prazo, além dos desafios para ampliar a produtividade e eficiência na execução operacional. A mensagem deixada aos profissionais do setor supermercadista e representantes da indústria presentes foi de otimismo. “Precisamos acreditar que o Brasil é maior que o momento vivido hoje”, afirmou Maria Eduarda, referindo-se à instabilidade econômica e política do País.

Para enfrentar o atual cenário, Luiza Helena contou que a estratégia do Magazine Luiza é focar nas vendas. “Recentemente, reunimos 1.200 líderes da empresa para reforçar este objetivo. Não dá para desanimar e deixar de apostar. No varejo é possível focar na venda para o consumidor mais fácil, afinal, é a nossa ferramenta em curto prazo”.

Sônia, empresária que esteve na presidência da grife Dudalina por 12 anos, relembrou que a empresa começou de um desafio há 59 anos. “Minha família mantinha uma armazém no andar de baixo da casa onde morávamos. Numa das idas a São Paulo, meu pai comprou muito mais do que deveria de um tecido, mas o espírito empreendedor de minha mãe salvou o prejuízo certeiro. Deste tecido nasceram as três primeiras camisas Dudalina. Aprendi a olhar o copo pelo meio cheio”.

Na Johnson & Johnson, Maria Eduarda explicou que o planejamento de investimento é flexível. “Independente do período inconstante, temos que ter um plano B e até um plano C. E então é trabalhar para chegar onde queremos. Agora é focar no que temos controle e podemos transformar realmente, como por exemplo, melhorar cada vez mais para ganhar fatias de mercado dos concorrentes, sem deixar de fomentar as ações em longo prazo, como novas aquisições”.

Venda é encantamento
As executivas também falaram sobre o poder de um bom atendimento. Para Luiza Helena, esse item e inovação são as duas coisas que distinguem uma empresa. Segundo ela, são os diferenciais das pequenas redes de supermercados, que têm apresentado crescimento nos últimos anos.

“Viajo pelo interior do Brasil e vejo grandes exemplos de supermercados menores, que têm mais condições de estarem próximos dos clientes e oferecer uma venda de encantamento ao consumidor”.

A mulher na gestão empresarial
A questão “presença feminina em cargos de gestão e liderança” não podia ficar de fora do painel, uma vez que as mulheres representam o maior mercado emergente no mundo. Elas têm 80% da decisão de compra das famílias e conquistam cada vez mais influência na política, esportes, negócios e sociedade.

“Falar de igualdade de gêneros no mercado de trabalho deixou de ser uma questão de mulher para mulher. É uma conversa sobre resultados. Temos pesquisas que mostram o efeito da presença feminina em lideranças, inclusive na economia”, finalizou Maria Eduarda.

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