Confiança do comerciante paulistano recua 3,9% em fevereiro / 2015

grafico tabela diminuicao queda caiu

Indicador da FecomercioSP soma 95,3 pontos no mês e entra, pela quarta vez, em patamar que indica pessimismo

 

A confiança do comerciante paulistano continua em queda, é o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (ICEC), que registrou queda de 3,9% ao passar de 99,1 pontos em janeiro para 95,3 pontos em fevereiro. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a queda foi ainda maior: 15,2%.

O indicador varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total) e é medido mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Esta é a quarta vez (após julho e setembro de 2014 e janeiro de 2015) que o índice atinge patamares inferiores a cem pontos (linha divisória entre otimismo e pessimismo).

Novamente, o ICEC apresentou percepções menos otimistas em seus três componentes. A maior baixa foi vista no item que avalia as condições atuais do empresário do comércio (ICAEC), que caiu 6,5% ao passar de 67 pontos em janeiro para 62,7 pontos em fevereiro.

O índice que apura a satisfação do empresário do comércio quanto ao futuro (IEEC) também registrou avaliações menos otimistas, retraindo 1,7% na comparação com o mês anterior. Este componente passou de 134,6 pontos em janeiro para 132,3 pontos em fevereiro.

Com uma queda significativa de 5,1%, passando de 95,7 em janeiro para 90,8 pontos em fevereiro, o índice que apura a intenção de investimento (IIEC) foi impactado principalmente pela retração na intenção em realizar novas contratações e novos investimentos.

Na análise por porte, em fevereiro, houve queda na confiança tanto entre as empresas de pequeno como as de grande portes. Contudo, apesar de as maiores (com mais de 50 funcionários) terem verificado um resultado de Natal melhor do que as pequenas, a redução da confiança foi mais expressiva entre os grandes (recuo de 9,1% na comparação com janeiro). As maiores empresas ainda mantêm um patamar geral de confiança maior do que as pequenas (101,6 pontos contra 95,1 pontos), mas essa diferença foi reduzida neste mês.

Na avaliação da assessoria econômica da FecomercioSP, a queda na confiança do comerciante paulistano deve-se ao cenário de vendas fragilizado pela desaceleração do consumo, aliado com crédito mais caro, custos fixos cada vez mais pressionados e inflação elevada, além da atual crise hídrica, que acaba influenciando as expectativas do setor produtivo. Os números indicam que, para os empresários do comércio, o momento atual da economia é de cautela e refletem uma visão de crescente insegurança quanto ao futuro.

 

PESQUISA
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla as percepções do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas com 600 empresários na capital, em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que por sua vez pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.

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