Endividamento das famílias gaúchas atinge o maior percentual em quatro anos, diz Fecomércio-RS

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O endividamento das famílias gaúchas alcançou em abril/2016 o índice de 70,4%. No mesmo período do ano passado o percentual era de 49,8%. A última vez que o indicador tinha ultrapassado a casa dos 70% foi no início de 2012. O dado consta na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada nesta quinta-feira (28) pela Fecomércio-RS. O resultado confirma que o cenário econômico mais uma vez está sendo determinante para o aumento do nível de endividamento das famílias no Rio Grande do Sul, considerando a média em 12 meses.

Neste período, o percentual de pessoas com contas em atraso continua aumentando. “Esse comportamento já era esperado, conforme temos alertado nos últimos meses. E a expectativa é de que esse cenário persista”, afirmou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. Segundo o dirigente, a expansão do endividamento provavelmente está ligada às restrições impostas pelo cenário econômico, como queda do emprego e renda e pela inflação elevada. “Diante da perspectiva de piora do mercado de trabalho nos próximos meses, estão previstos novos aumentos do endividamento involuntário das famílias”, pontuou Bohn.

A PEIC-RS de abril indica que a parcela da renda comprometida com dívidas permaneceu estável, em 31,7%. O tempo de comprometimento, na média em 12 meses, manteve-se em 7,6 meses. O cartão de crédito segue como o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 75,8% dos endividados, seguido por carnês (32,0%), crédito pessoal (13,6%) e cheque especial (8,7%).

O percentual de famílias com contas em atraso cresceu significativamente em abril/2016 na comparação com o mesmo mês de 2015: saiu de 19,0% para 30,5%. O percentual de famílias que não terão condições de regularizar nenhuma parte de suas dívidas em atraso no prazo de 30 dias atingiu 9,1% em abril/2016, com um pequeno recuo em relação ao ano passado, quando marcou 10,1%. “O indicador continua mostrando a dificuldade das famílias que entram em inadimplência em sair dessa situação, frente ao cenário econômico atual, bastante deteriorado”, considerou o presidente da Fecomércio-RS.

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O cenário econômico mais uma vez foi determinante no aumento do nível de endividamento das famílias no Rio Grande do Sul. No mês de março, o indicador atingiu 68,3% contra 51,9% verificados no mesmo mês do ano passado. Assim como nos meses anteriores, fatores como queda de emprego e da renda, além do avanço da inflação, impactaram nas condições financeiras das famílias gaúchas. Os dados foram divulgados na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Fecomércio-RS.

“Os dados continuam mostrando que as famílias que já entraram em inadimplência estão com dificuldades de sair dessa situação. Esse cenário, associado às projeções de piora da situação econômica, faz com que persista o viés negativo desse indicador”, afirmou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. Segundo a Fecomércio-RS, o endividamento voluntário se mostra restrito nos últimos meses, especialmente pela desaceleração recente do consumo e do crédito.

A PEIC-RS de março indica que a parcela da renda comprometida com dívidas, na média em 12 meses, permaneceu estável, em 31,8%. O tempo de comprometimento, também na média em 12 meses, ficou em 7,6 meses. O cartão de crédito segue como o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 75,5% dos endividados, seguido por carnês (33,2%), crédito pessoal (16,9%) e cheque especial (11,8%).

O percentual de famílias com contas em atraso cresceu significativamente em março de 2016 na comparação com o mesmo mês de 2015: saiu de 19,2% para 31,2%. “A deterioração acelerada no mercado de trabalho, com efeito sobre os níveis de emprego e renda, além da inflação, impactam diretamente no aumento da inadimplência”, considera Bohn.

A média de famílias que não terão condições de regularizar nenhuma parte de suas dívidas em atraso no prazo de 30 dias atingiu 8,3% em março de 2016, com um pequeno recuo em relação ao ano passado, quando marcou 8,6%. “O indicador continua mostrando a dificuldade das famílias que entram em inadimplência em sair dessa situação, frente ao cenário econômico atual, bastante deteriorado”, considerou o presidente da Fecomércio-RS.