Exposição de cerâmicas “Solo Álbum Glórias Musicais brasileiras de Genin Guerra no MIS Santa Teresa

Genin Guerra - Foto Rita Guerra
Genin Guerra – Foto Rita Guerra

O MIS Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89 – Santa Tereza ), em Belo Horizonte / MG, recebe de 5 de setembro a 1° de outubro de 2017, a exposição de cerâmicas “Solo Álbum Glórias Musicais brasileiras de Genin Guerra. As visitações são das 10 às 21 horas

Luiz Eugênio Quintão Guerra conta : “em 2000, sem maiores pretensões, comecei o meu trabalho de escultor. No início fazia pequenas peças em durepoxi;depois, pequenas e grandes peças em bronze. Há 6 anos, com a orientação das ceramistas Erli Fantini e Carmelita Andrade, comecei esta série em baixo relevo. A ideia surgiu ao ver as esculturas caricaturais do francês Honoré Daumier (1808-1879), no Museu d’Orsay em Paris e, posteriormente, o livro Álbum das Glórias, do também ceramista e caricaturista português Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)”.

Adoniran obra de Genin Guerra
Adoniran obra de Genin Guerra

“Escolhi como tema a música retratando os grandes compositores brasileiros de todos os tempos. De uma lista interminável, pontuei alguns mestres que fizeram e fazem um trabalho de inquestionável qualidade, variedade e originalidade musical e, principalmente, de profunda brasilidade. O nome Solo, além de significar terra, chão, significa tocado ou cantado por um só artista. Assim, parodiando o grande Caetano: Salve o compositor popular!”, completa o artista.

Hermeto obra de Genin Guerra
Hermeto obra de Genin Guerra

Luiz Eugênio Quintão Guerra
Genin, é formado em Engenharia Civil pela PUC Minas e cursou a escola de Belas Artes da UFMG. Nascido em Itabira (1959), onde fundou com amigos, em 1979, o Cometa Itabirano, jornal da imprensa alternativa mineira que teve papel de destaque na luta contra a ditadura militar.

Foi editor de arte dos jornais Diário do Comércio e Jornal de Casa, em Belo Horizonte. Teve trabalhos publicados na revista de humor Bundas, do Rio de Janeiro, nos jornais mineiros Estado de Minas e Hoje em Dia; e no Pasquim. Cartunista do jornal “Ambiente Hoje” da Associação Mineira de Defesa do Ambiente por 16 anos, não se liga apenas à denúncia de nossas mazelas. Como artista, celebra a beleza, retratando mestres da música e da poesia.

Atualmente, dedica-se principalmente à escultura, criando desde pequenas peças até obras para espaços públicos. Para a sua cidade natal, homenageou o conterrâneo Carlos Drummond de Andrade em três esculturas em tamanho natural. Para Itabirito, fez as esculturas de Orson Welles e de Telê Santana. Há 2 anos frequenta o atelier da ceramista Erli Fantini em Belo Horizonte, onde desenvolve o projeto “Solo” retratando compositores brasileiros em cerâmica com queima em Raku e em Bizen. É filiado à Sociedade dos Ilustradores do Brasil.

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