Rio de Janeiro – Espetáculo “Esse Vazio” faz temporada no no Teatro Glaucio Gill

Gustavo Falcão - Sávio Moll - Daniel Dias da Silva - Espetáculo Esse Vazio - Foto Daniel Moragas da Costa
Gustavo Falcão – Sávio Moll – Daniel Dias da Silva – Espetáculo Esse Vazio – Foto Daniel Moragas da Costa

O espetáculo “Esse Vazio” com Gustavo Falcão, Sávio Moll e Daniel Dias da Silva faz temporada de 7 de maio a 13 de junho de 2016, com sessões sábados, domingos e segundas, às 20h, no Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arcoverde s/n – Copacabana), Rio de Janeiro / RJ. A entrada custa R$40 (inteira) e R$20 (meia).

“Esse Vazio”
Inédito no Brasil, o texto Un Hueco (título original), do autor e diretor teatral argentino Juan Pablo Gómez, ganha sua primeira montagem brasileira. Idealizada e adaptada por Daniel Dias da Silva, a peça aqui ganha o nome de Esse Vazio.

O vestiário masculino de um pequeno clube de uma cidade do interior é o cenário para o encontro de três amigos de infância: Hugo, Lucas e Max. A razão da reunião é triste: na sala ao lado, Matias, o quarto integrante do grupo, está sendo velado. O trio observa a movimentação em torno do velório, o comportamento das pessoas e os interesses dos familiares. Dos quatro amigos, apenas Hugo (Gustavo Falcão) deixou a cidade natal em busca de novas perspectivas em uma metrópole – e agora está de volta para o enterro. Lucas (Sávio Moll) e Max (Daniel Dias da Silva) permaneceram na cidade, assim como Matias, funcionário do clube que eles frequentavam juntos na juventude. Como não se encontravam há alguns anos, Hugo faz questão de ressaltar como Lucas e Max ficaram parados no tempo, enquanto ele amadureceu desde que foi morar na cidade grande. “São os bastidores de uma amizade. É como se a gente tirasse um véu dessas relações e o público pudesse espiar esse encontro”, conta Gustavo Falcão.

O velório de Matias e o retorno de Hugo coloca os amigos diante da imensidão do vazio e da solidão evocada pela morte. No pequeno vestiário, um local intimista e reservado, eles refletem sobre o sentido e as perspectivas de suas vidas, a felicidade e a dor do amadurecimento e a falta de horizontes. Aos poucos, redefinem seus conceitos de distância e de amor fraterno. “O vazio causado pela perda desse amigo faz com que eles se reúnam e descubram os próprios vazios.

São pessoas que eram muito próximas e, a partir do momento em que se reencontram, surgem vários comportamentos antigos. Mas, ao mesmo tempo, você percebe uma distância enorme entre eles”, diz Sergio Módena.

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