Porto Alegre – Espetáculo "Tribos", Antonio Fagundes, no Theatro São Pedro

Espetáculo "Tribos" por João Caldas
Espetáculo “Tribos” por João Caldas

O espetáculo “Tribos” faz curta temporada nos dias 30 e 31 de maio de 2015, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº – Centro Histórico), Porto Alegre / RS. A apresentação serão sábado*, às 18h e às 21h, e domingo, às 17h. No elenco estão Antonio e Bruno Fagundes, pai e filho, Arieta Correa, Eliete Cigaarini, Guilherme Magon e Maíra Dvorek, dirigidos por Ulysses Cruz, neste premiado texto da inglesa Nina Raine, com tradução de Rachel Ripani.

 

O enredo usa a figura de um deficiente auditivo para questionar os diversos tipos de limitação do ser humano e, de uma maneira perversamente divertida e politicamente incorreta, revive as típicas questões familiares e reforça as dificuldades de convivência – como em toda tribo.

 

“O espetáculo tem uma humanidade muito grande. É muito fácil se identificar porque ela fala sobre nossos problemas hoje. Além de tudo, tem o fator intrigante da surdez. Vemos em cena uma família. Por mais que ela seja estereotipada, com suas questões exageradas – afinal elas estão em cima de um palco –, você consegue ver situações que vive com seu pai ou seus irmãos. Coisas que só um ambiente familiar possibilita. Por isso o nome “Tribos” – não existe nada mais tribal do que uma família. Cada uma tem uma linguagem própria, uma cultura diferente, maneiras únicas de se relacionar. Quem olha de fora, talvez até não entenda. Mas existem especificidades que chamam atenção de todos por serem comuns. É impossível não se identificar”, explica Bruno.

 

Em “Tribos”, Bruno Fagundes interpreta Billy, que nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth (Eliete Cigaarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek). Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia (Arieta Correa), uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

 

INGRESSOS

:: Galeria – R$ 40
:: Camarote Lateral – R$ 80
::Camarote Central – R$ 120
:: Plateia e cadeira extra – R$ 150

 

*No segundo dia de peça, sábado, às 21h, haverá acessibilidade para deficientes auditivos com a intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), Mirian Caxilé, uma iniciativa do elenco.

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