Espetáculo Se eu fosse Sylvia P. no Teatro Cândido Mendes

Téia Kane, Léo Rosa e Alessandra Gelio em Se eu fosse Sylvia P., - Foto Priscila Villas Bôas
Téia Kane, Léo Rosa e Alessandra Gelio em Se eu fosse Sylvia P., – Foto Priscila Villas Bôas

Idealizada pela atriz e dramaturga Alessandra Gelio, que também divide a direção com Cynthia Reis, peça transita entre a obra e vida da poeta e escritora americana Sylvia Plath e relatos pessoais do elenco

A ruptura real de um casamento foi a motivação para a criação do projeto Se eu fosse Sylvia P., espetáculo idealizado pela atriz e dramaturga Alessandra Gelio. Há quatro anos, depois de assistir ao longa Sylvia – Paixão além das palavras (2003), Gelio começou a pesquisar sobre o universo da poeta Sylvia Plath (1932-1963) e descobriu várias semelhanças entre momentos marcantes da sua vida pessoal e da escritora americana. Dirigida por Alessandra Gelio e Cynthia Reis, a peça cumpre temporada de 10 de janeiro 23 de fevereiro, no Teatro Cândido Mendes (Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema), Rio de Janeiro / RJ. As apresentações são de terças a quintas, às 20h.

Para criar a dramaturgia de Se eu fosse Sylvia P., Alessandra Gelio se fez valer de experiências de sua vida pessoal e da história da poeta Sylvia Plath. A peça foi desenvolvida durante o processo criativo e contou com a colaboração do elenco, formado por Téia Kane e Léo Rosa. O ator Daniel Chagas, que participou do estágio inicial do projeto, também colaborou no texto. A montagem é uma experiência cênica poética que transita entre a realidade e a ficção. O tom confessional que marca a obra literária de Sylvia Plath conduz a dramaturgia criando uma atmosfera intimista. Temas como amor, solidão, relações familiares, vida e morte perpassam a apresentação.

Uma das mais importantes escritoras de todos os tempos, reconhecida principalmente pela sua obra poética e pelo seu romance autobiográfico A redoma de vidro, Sylvia viveu um casamento conturbado com o poeta inglês Ted Hughes, com quem teve dois filhos, Frieda Hughes e Nicholas Hughes. Ela sofria com a infidelidade do marido e as crises de depressão a acompanhavam desde a juventude. Já separada, aos 30 anos de idade, ela se matou enfiando a cabeça num forno a gás.

Em cena, Alessandra relata momentos pessoais que se misturam com passagens da vida de Sylvia Plath, como o primeiro encontro com o futuro marido, Ted Hughes, numa festa em Cambridge, no Reino Unido. Assim como a escritora americana, Alessandra perdeu seu pai precocemente, aos nove anos de idade, e não foi ao enterro por orientação da família. Também viveu uma paixão visceral, um casamento conturbado e os ciúmes estavam presentes. Os atores Téia Kane e Léo Rosa também levaram suas histórias de vida para a dramaturgia. Eles se alternam entres esses momentos pessoais como os personagens Assia Wevill, que foi amante e pivô da separação do casal, e Hughes.

Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia).

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