Rio de Janeiro – Espetáculo “O Canto do Cisne” no Centro Cultural Justiça Federal

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O musical “O Canto do Cisne” faz temporada do dia 21 de junho a 04 de agosto de 2014, no Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 – Centro), no Rio de Janeiro / RJ. As apresentações são de sexta a domingo, às 19h. O ingresso custa R$ 30,00.

 

Texto do autor russo sobre o prazer de fazer teatro, “O Canto do Cisne” conta a história de um ator que faz retrospecto de sua vida e carreira. O espetáculo marca a segunda incursão de Ednei Giovenazzi na dramaturgia do escritor e dramaturgo russo considerado um maiores contistas de todos os tempos.

 

Com todos os elementos típicos da poética tchekhoviana – a brevidade, a economia dos procedimentos, a linguagem despojada, a ironia, o humor e o aprofundamento psicológico das personagens -, esta peça é uma obra sobre o prazer de se trabalhar em teatro.

 

Na história de O Canto do Cisne, de Anton Tchekhov (1860-1904), a plateia acompanha Vassíli Vassílitch Svetlovíd num balanço de seus 78 anos de vida, dos quais 55 dedicados à arte de interpretar. No palco vazio, o personagem alterna momentos de nostalgia e euforia, quando recorda momentos importantes da carreira.

 

Ao se descobrir só na escuridão do teatro, encontra sentido para manter-se vivo ao reviver grandes personagens da dramaturgia universal. “Trata-se de um velho ator, em fim de carreira, com suas mágoas e suas alegrias. É um balanço de uma carreira de 55 anos. Fazer o personagem nos leva ao entendimento da sua alma  e do mundo que o cerca, de suas aspirações e  seus desencantos”, explica Giovenazzi.

 

O ator revela estar vivendo uma nova experiência aos 60 anos de profissão. “O encontro com o José Henrique mostrou que somos duas pessoas apaixonadas pelo teatro. Nosso objetivo foi chegar a um espetáculo, em primeiro lugar, agradável, fiel  ao autor, Tchekhov, e instigante.”, conta Ednei que lembra ter estreado no teatro na peça O Sábio, de Joracy Camargo, com direção de José Pacheco em 1953.

 

Em alguns momentos, a vida do personagem e de Ednei Giovenazzi se cruzam. Na peça, existem cenas de O Mercador de Veneza, de William Shakespeare; e Mozart e Salieri, de Alexander Pushkin. Espetáculos que fazem parte do repertório do protagonista e do currículo do ator. “Ednei Giovenazzi é mais do que um ator desta montagem, é a verdadeira razão de estarmos fazendo a peça. Daí havermos inserido cenas de O Mercador de Veneza, que, por escolha dele, passaram a integrar o repertório de Svetlovídov”, revela o diretor José Henrique.

 

Outra inserção, a pedido de Ednei, foi o monólogo de Salieri sobre Mozart, de Puchkin, para substituir um poema do mesmo autor, Poltava, de pouca expressividade entre nós.

 

O diretor faz questão de ressaltar que não esta biografando Ednei, ou exibindo algum virtuosismo do ator. “Ao contrário: fomos atrás das técnicas de desempenho dos grandes atores dos séculos XVIII e XIX, para que o Ednei fizesse em cena o que nunca fez em sua carreira, mesmo em papéis já dominados.”

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