Belo Horizonte – Espetáculo "Hora Amarela" no Centro Cultural Banco do Brasil

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O espetáculo “Hora Amarela” faz temporada do dia 03 de abril a 04 de maio de 2015, no Teatro I – Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450 – Funcionários), Belo Horizonte / MG. O ingresso custa R$ 10,00. As apresentações são de sexta a segunda-feira, às 20h.

 

Escondida há três meses no porão de seu prédio, Ellen (Deborah Evelyn) faz de tudo para sobreviver e não perder a esperança de rever o marido desaparecido. No desenrolar da peça, ela é surpreendida com a chegada de diferentes personagens, como Maude (Isabel Wilker), jovem viciada em drogas à procura de abrigo, o professor Hakim (Michel Bercovitch), que traz notícias do mundo externo e um fugitivo Sírio (Daniel Infantini) que não consegue se comunicar por não falar outra língua. A situação se torna cada vez mais desoladora e Ellen tenta desesperadamente seguir em frente e se manter viva.

 

Para recriar este ambiente de extrema destruição, a diretora Monique Gardenberg convidou Daniela Thomas (cenografia), Cassio Brasil (figurinos) e Maneco Quinderé (iluminação), parceiros da diretora em ‘Inverno da Luz Vermelha’ (2010). “Estamos em um bunker fechado e claustrofóbico. Daniela trabalhou em cima desta ideia, a de um porão fechado abaixo do solo. A vida se passa, portanto, sobre a cabeça dos atores”, diz Monique, ressaltando que a luz virá quase sempre de fontes em cena, como luminárias, lanternas e resistências.

 

Outro ponto fundamental para o desenvolvimento dos conflitos é a trilha sonora, composta especialmente para o espetáculo pelo músico paulista Lourenço Rebetez. Segundo Monique, o som ‘comenta’ toda a peça: “Quando li o texto, pensei: tem que ser rápido, doloroso e muito tenso. A forma de criar esta tensão seria através da trilha sonora, algo que precisaria ser composto. Por coincidência, antes de começarem os ensaios, assisti a um ballet do coreógrafo Ricardo Linhares musicado pelo Lourenço. Além de um profundo conhecimento musical, ele é um pensador inquieto. Eu precisava desta combinação”, explica a diretora.

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