Embaixador e presidente da Apex Brasil, Roberto Jaguaribe, visita FIMMA Brasil, Vinícolas e Abicalçados

Roberto Jaguaribe falou na abertura da FIMMA Brasil 2017 – Foto : Carlos Ferrari / Desirée Ferreira

O presidente da APEX-Brasil e embaixador, Roberto Jaguaribe, teve agenda intensa em visita ao Rio Grande do Sul. Na tarde de terça-feira (28.03.17), FIMMA Brasil 2017 –  Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira, quinta maior do mundo, que ocorre até sexta-feira (31.03.17), no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, na serra gaúcha.

Na ocasião ressaltou a magnitude da feira, que aumenta a cada edição e a relevância do setor moveleiro. “Tem que ter eventos mais relevantes nos setores nos quais se é ator central da economia, e isso inclui certamente o setor moveleiro do Brasil, que já é o sexto ator relevante em produção no mundo”, afirmou. “Nós temos a disposição de fazer com que os eventos que se realizem no Brasil se tornem referência global, como a FIMMA Brasil já é, mas a intenção é fazer com que cresça ainda mais”, adiantou.

Jaguaribe em seu pronunciamento, enfatizou e baixa participação do Brasil no mercado internacional. Segundo ele, a participação do país no comércio externo global no mercado de móveis é de apenas 0,4% – o que, segundo ele, é incompatível com sua dimensão e possibilidades.

O presidente da Apex-Brasil garantiu que a entidade está atenta aos desafios para incrementar as exportações no setor, como o avanço das economias emergentes nos mercados tradicionalmente explorados pela indústria moveleira do Brasil, a exemplo de Índia e Turquia, que ampliam a concorrência internacional até então liderada pela China. Além disso, o Embaixador admitiu a influência do custo Brasil, mas disse confiar nos atributos de competitividade do setor. “Além da capacidade produtiva e diversidade de produção, o setor moveleiro nacional ainda tem uma boa relação custo/benefício no cenário internacional se comparado a produtos europeus e americanos”, destaca Roberto Jaguaribe.

O líder garantiu o apoio da agência à internacionalização do setor moveleiro nacional, amparado por ações do Sindmóveis, Movergs e Abimóvel no sentido de sensibilizar o empresário para a importância da presença no mercado externo. “Em termos de imagem, nossa estratégia no mercado internacional deve contemplar ações que promovam uma mudança na percepção internacional sobre a indústria brasileira de móveis, de seguidora para lançadora de tendências”, conclui.

Presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, foi recepcionado por dirigentes do Ibravin e representantes de vinícolas associadas ao projeto Wines of Brasil – Foto : Cassiano Farina

Vinícolas
Roberto Jaguaribe aproveitou sua passagem por Bento Gonçalves para visitar as vinícolas e alinhar estratégias de crescimento nas vendas do setor vitivinícola para o Exterior. Atualmente, 97% das exportações de vinho brasileiro são das 32 empresas integrantes do Wines of Brasil. Em 2016, o crescimento registrado foi de 45% em valor, com a comercialização de US$ 5,9 milhões, e no volume, de 43%, com 2,2 milhões de litros, assim como no preço médio do litro, que passou de US$ 2,57 para US$ 2,61.

Para o presidente Jaguaribe, os números demonstram que setor tem potencial para continuar crescendo, mas é preciso focar em estratégias em países como a China, com grande mercado a ser explorado. Ele também valorizou o espumante e o suco de uva como produtos que podem balizar a entrada em países consumidores e servir como um referencial de imagem da produção nacional. “A consolidação do espumante brasileiro entre os melhores pode refletir no vinho e abrir portas. Para isso é importante nos desenvolvermos coletivamente, em parceria com as vinícolas do Wines of Brasil, para que cada empresa consiga desenvolver sua estratégia também de forma individual”, resumiu. “Precisamos ampliar a nossa capacidade para termos uma presença mais efetiva e focada no mercado externo. Essa consolidação leva alguns anos, mas podemos ter como exemplo as exportações de café, que após 15 anos acabaram se fortalecendo e se expandindo para todos os continentes”, disse.

Heitor Klein, presidente da Abicalçados recebeu Roberto Jaguaribe
Heitor Klein, presidente da Abicalçados recebeu Roberto Jaguaribe para reunião com entidades do setor

Abicalçados
Na quarta-feira (29.03.17) o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), esteve na sede da Abicalçados, em Novo Hamburgo/RS, para uma reunião com entidades do setor. Participaram do encontro, representantes da anfitriã, executivos da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq).

Apresentando dados do setor calçadista, que no ano passado exportou mais de 126 milhões de pares que geraram quase US$ 1 bilhão, o gestor de Projetos da Abicalçados, Cristian Schlindwein, destacou os projetos realizados em conjunto com as demais entidades da cadeia, caso do programa Future Footwear, do Programa Origem Sustentável e do Sistema de Operações Logísticas Automatizadas (SOLA). “A cadeia coureiro-calçadista, em todas as suas pontas, do fornecimento ao varejo, possui uma sinergia incomum em outros setores da economia. Acredito que podemos trabalhar ainda mais essa união, que certamente trará frutos econômicos e sociais importantes”, comentou o gestor. Schlindwein também destacou a importância do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações, que é mantido em parceria com a Apex-Brasil desde o ano 2000. Atualmente, as empresas associadas ao Programa representam mais de 80% do total exportado.

Jaguaribe elogiou a integração da cadeia coureiro-calçadista e ressaltou a importância das ações conjuntas por meio de eventos multisetoriais e também o desempenho no âmbito do Brazilian Footwear. Segundo ele, o fato do setor calçadista nacional se manter competitivo no mercado internacional, mesmo com a voraz concorrência asiática, que detém quase 80% da produção mundial de calçados, é algo muito relevante e tem na integração da cadeia um fator de competitividade fundamental. “A exportação é um processo que não depende só de variáveis externas, como o câmbio, é um processo que deve iniciar na produção”, disse. O dirigente destacou, ainda, que o objetivo de sua gestão é dar mais eficiência aos programas setoriais, com foco em sustentabilidade não somente ambiental, mas também econômica.

A reunião contou ainda com as apresentações da Assintecal, CICB e Abrameq, que ressaltaram os projetos setoriais e os programas mantidos em parceria com a Apex-Brasil.