Dia das Mães 2017 : vendas no comércio crescem após dois anos consecutivos de queda


As vendas do comércio para o Dia das Mães 2017 cresceram 1,6% em 2017, em comparação a 2016, de acordo com os dados de abrangência nacional, da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Segunda data comemorativa mais importante do comércio, o Dia das Mães trouxe boas notícias aos varejistas, uma vez que apresentou crescimento após dois anos consecutivos de queda. Em 2016 o comércio recuou 4,6% nesta data, e em 2015 recuou 1,2%.

Segundo a Boa Vista, o movimento do Dia das Mães segue a tendência de recuperação das vendas do varejo em 2017, apesar de uma cautela maior por parte do consumidor. A melhora é decorrente, principalmente, de um recuo na inflação e de uma tendência gradativa de queda nos juros.

Metodologia
O cálculo do volume de vendas para esta data foi baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Para esta data foram consideradas as consultas realizadas no período de 8 a 14 de maio de 2017, comparadas às consultas realizadas entre 2 e 8 de maio de 2016.

Já o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio – Dia das Mães 2017 registrou aumento de 2,0% na semana do Dia das Mães, entre os dias 8 e 15 de maio, em relação ao período equivalente de 2016 (2 a 8 de maio), quando houve queda nas vendas de 8,4%, a maior desde que o indicador foi criado, em 2003. O percentual positivo na atividade do comércio nesta data comemorativa em 2017 é o primeiro registrado desde 2014.

Já no final de semana do Dia das Mães (12 a 14 de maior) o aumento nas vendas no país foi de 1,0% na comparação com o final de semana comemorativo da data de 2016 (6 a 8 de maio).

O indicador também apurou que na cidade de São Paulo as vendas realizadas na semana do Dia das Mães cresceram 3,3% frente à semana similar de 2016. No final de semana da data comemorativa desse ano o comércio da capital paulista registrou aumento de 0,6%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a redução consistente da inflação, a queda dos juros e o ingresso dos recursos do FGTS na economia foram os principais fatores que conseguiram gerar um resultado positivo para a venda do Dia das Mães, após dois anos seguidos de retração.

Metodologia
O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio tem como base uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Serasa Experian. Foram consideradas as consultas realizadas no período de 08 a 14 de maio de 2017 e comparadas às consultas realizadas de 02 a 08 de maio de 2016; e as do período de 12 a 14 de maio de 2017, em comparação às do período 06 a 08 de maio de 2016.

Vendas parceladas no Dia das Mães caem 5,50%, mostra indicador SPC Brasil e CNDL
Pelo quarto ano seguido houve queda nas consultas para vendas a prazo na semana do Dia das Mães. De acordo com o indicador calculado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), o volume de vendas parceladas na semana anterior ao último domingo (entre 7 e 13 de maio) caiu 5,50% em relação ao mesmo período que antecedeu a data comemorativa no ano passado. O recuo de 2017, porém, vem após uma forte queda de 16,40% em 2016, demonstrando um impacto mais comedido. Nos anos anteriores, as variações foram de -0,59% (2015), -3,55% (2014), +6,44% (2013), +4,40% (2012), +6,53% (2011) e de +9,43% (2010).

O Dia das Mães é a data mais importante para o varejo no primeiro semestre e fica apenas atrás do Natal em volume de vendas e faturamento. “O resultado negativo com menos intensidade que em 2016, reflete a tendência de desaquecimento das vendas no varejo observado desde o ano passado, em virtude do cenário econômico desfavorável, com crédito mais caro, inflação ainda elevada e altas taxas de desemprego”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “Ainda assim, vemos uma desaceleração na queda do volume de vendas, indicando que os piores momentos da crise já passaram.”

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o comércio vendeu menos a prazo, mas não significa que o brasileiro deixou de presentear. “Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas, por isso optaram por presentes mais baratos e geralmente pagos à vista”, explica. Uma pesquisa de intenção de compras para o Dia das Mães mostrou que sete em cada dez (73%) brasileiros iriam comprar presentes, mas 65% iriam pagar à vista, em dinheiro ou cartão de débito.