Dermatologista Lívia Bessa alerta : outono pode provocar maior queda de cabelo

Dermatologista Lívia Bessa alerta : outono pode provocar maior queda de cabelo

Acordar e ver vários fios no travesseiro, perceber a enorme quantidade de cabelo que cai durante o banho ou simplesmente constatar os fios que caíram após pentear o cabelo são situações que assustam e tiram o sono de qualquer um. Segundo a dermatologista Lívia de Andrade Bessa é normal perder de 100 a 150 fios durante o dia. Mas em algumas épocas do ano, como o outono, essa queda pode ser maior e chegar até cerca de 600 fios por dia.

Este tipo de queda bastante comum é conhecida como eflúvio telógeno e pode durar de 1 a 3 meses. Mulheres com cabelos longos percebem com mais frequência esse fenômeno, mas os homens também sofrem com a perda dos fios. Muitas mulheres, inclusive, ficam com receio de lavar o cabelo com a mesma frequência com medo de aumentar a queda dos fios. “Não lavar os cabelos por um período mais longo aumenta a oleosidade e pode causar doenças, como a dermatite seborreica, que aumenta ainda mais a queda. Os fios se acumulam e vão se soltar na próxima lavagem, deixando a pessoa ainda mais preocupada com a quantidade perdida”, afirma a dermatologista.

Há também outro tipo de queda de cabelos, onde não se nota tanto a queda, mas sim os cabelos mais “ralos”. Esse quadro, chamado de alopecia androgenética, geralmente é um processo longo. Os fios ficam extremamente finos e o couro cabeludo fica mais visível. Para não ficar na dúvida, é importante procurar um especialista e checar a saúde do seu cabelo. “Muitas pessoas acabam optando por receitas caseiras antes de procurar um especialista, o que pode piorar o quadro de queda”, afirma Lívia.

O primeiro passo é passar em uma consulta com um médico dermatologista, onde será avaliada toda a história clínica e o exame físico, que pode ser complementado com a tricodermatoscopia (exame relativamente simples, não invasivo, realizado com um aparelho chamado dermatoscópio). Em alguns casos o médico poderá solicitar exames laboratoriais: avaliação hormonal, hemograma completo, dosagem de vitaminas e minerais e, em alguns casos, biópsia da pele do couro cabeludo para definir o diagnóstico e o tratamento adequado. O tratamento é composto, basicamente, por medicações via oral e tópicas, xampus e mesoterapia capilar (injeções intradérmicas aplicadas no couro cabeludo)”, enfatiza a doutora Livia de Andrade Bessa.

Existem receitas caseiras com fama de “milagrosas” que não funcionam, como colocar pílulas de anticoncepcional, ampolas de vitaminas e remédios destinados ao uso veterinário no xampu. “A mistura de remédio e cosméticos pode ser perigosa e é impossível prever quais serão os efeitos de seu uso, já que não há estudos ou embasamento científico dessas “fórmulas””, alerta a médica.

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