Demanda doméstica da aviação civil mantém trajetória de queda

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A demanda doméstica pelo transporte aéreo de passageiros, medida em passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), caiu 3,1% em fevereiro de 2016, frente ao mesmo mês de 2015. Foi a sétima redução consecutiva. A oferta, em assentos-quilômetros oferecidos (ASK), diminuiu 0,8%, atingindo o sexto mês seguido de baixa. Ao todo, foram transportados 7,1 milhões de passageiros, 3,5% menos que em fevereiro de 2015.

A taxa de aproveitamento também acompanhou esse movimento e caiu 2,4% em fevereiro de 2016, na comparação com o mesmo mês de 2015. O índice ficou em 78,1%. Com isso, foram cinco meses de variação negativa.

Entre as principais empresas aéreas brasileiras, apenas a Avianca apresentou crescimento na demanda doméstica em fevereiro de 2016, da ordem de 20,3%, comparada ao mesmo mês de 2015. Gol, Tam e Azul registram retração de 3,5%, 6% e 8,2%, respectivamente.

Transporte internacional
O transporte aéreo internacional de passageiros, por outro lado, ainda apresenta índices positivos para as empresas brasileiras (Tam, Gol e Azul). Já são dois anos seguidos de alta, completados em fevereiro, quando a demanda pelo serviço subiu 5%, em relação ao mesmo mês de 2015. A oferta internacional aumentou 4,4% no período. A taxa de aproveitamento das aeronaves ficou em 80,4%. Foi o maior patamar para fevereiro em dez anos.

Cargas têm redução 13,5%
O transporte aéreo de cargas também sente o impacto da crise econômica. Foram transportadas 22,7 mil toneladas de produtos em fevereiro de 2016, 13,5% menos que em fevereiro de 2015. Já são oito meses seguidos de redução nesses resultados.

Os dados que integram o Relatório de Demanda e Oferta, elaborado mensalmente pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), foram divulgados na sexta-feira (22.4.16).