Consumo moderado do chocolate faz bem para a saúde

chocolate em barra ovo de chocolate

A Páscoa, é a data em que muitas pessoas exageram no consumo de chocolate. Há ainda, as que não abrem mão dessa delícia o ano todo. Algumas se dizem apaixonadas e outras se assumem “chocólatras”, referindo-se a um verdadeiro vício pelo doce.

Porém para saborear a guloseima sem prejuízos a saúde é necessário ter cautela. “Se ingerido na medida certa, ou seja, 30 gramas ao dia, os benefícios ultrapassam os malefícios” afirma a nutricionista Heloísa Hermann.

Além de nutritivo, o chocolate contém alto teor de flavonoides antioxidantes, que ajudam a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e o câncer, combate a depressão e a ansiedade, devido a substâncias serotonina – responsável pela sensação de prazer e bem-estar. “Para as mulheres o chocolate ainda ajuda na redução dos sintomas da TPM”, explica a nutricionista.

Segundo a especialista, apesar de ter poucos admiradores, o chocolate amargo é o mais recomendado. “Os benefícios dependem da quantidade de flavonoides presente no chocolate, o que varia de acordo com o tipo de produto. Nos chocolates tipo amargo ou preto, com mais de 70% de cacau, as quantidades de flavonoides é maior, por isso, são mais recomendados”, destaca.

O chocolate também traz benefícios ao coração, promove fluxo adequado de sangue, o que reduz a pressão sanguínea – prevenindo infarto e derrame – e diminui o mau colesterol. “O alimento também combate os radicais livres, retardando o envelhecimento precoce. Além disso, é rico em carboidrato e fonte de energia”, garante a nutricionista.

Mas, é preciso moderação. Apesar dos inúmeros benefícios do alimento também pode haver malefícios. “Por ser altamente calórico, pode causar aumento de peso e devido ao alto índice glicêmico, favorece o apetite. As pessoas sensíveis aos estimulantes presentes no chocolate, podem apresentar insônia, ansiedade, agitação, oleosidade da pele, além de alergias e dermatites”, afirma a nutricionista.

O chocolate e a pele

Entre as dúvidas mais frequente entre os “chocólatras” é se ele realmente causa espinhas. “Chocolates e doces não causam espinhas, se consumidos com moderação”, explica o dermatologista Maurício Satto.

Produtos com alto índice glicêmico se comidos em quantidade excessiva produzem uma resposta hormonal e isso gera o aumento da produção da oleosidade da pele, resultando em acne e espinhas”, enfatiza o médico, que faz uma ressalva. “O chocolate de boa qualidade e na quantidade recomendada faz bem a pele”.

O chocolate pode ser ainda, um grande aliado na prevenção do envelhecimento da pele. As propriedades antioxidantes do chocolate estão presentes no cacau, ou seja, chocolates que possuem quantidade maior que 70% de cacau são os que possuem efeitos antioxidantes, que são importantes para a pele. “Para obter os benefícios desejados, recomendamos ingerir no máximo 30 gramas ao dia. Porém, é importante destacar que comparado com vitaminas e filtro solar, o cacau tem efeito mais discreto”, enfatiza o dermatologista.

Chocolate e as crianças

Segundo a nutricionista, Heloísa Hermann, no primeiro ano de vida, recomenda-se evitar o consumo de chocolate, pois as chances de intolerância à lactose são maiores. “A quantidade de consumo indicada para crianças saudáveis, de um a cinco anos, é de no máximo 50g por dia. Normalmente, alguns tipos de chocolates contém cafeína, que em excesso, pode tirar o sono da criança ou reduzir seu apetite”, ressalta.

As crianças diabéticas, mesmo que consumam chocolates diet, devem ingerir com moderação, já que a quantidade de gorduras é ainda maior. “Já as crianças que não toleram lactose podem consumir o chocolate amargo ou meio amargo, pois, não contém leite”, orienta.

Foto: Divulgação

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