Comércio varejista prevê queda de 9% nas vendas do Dia das Mães, aponta FecomercioSP

A exemplo dos consumidores, os empresários também estão pessimistas em relação ao Dia das Mães e estimam para a data queda nas vendas de 9% em relação ao ano passado – o pior resultado desde 2011.

O dado faz parte da sondagem realizada com 110 lojistas da capital de São Paulo entre os dias 4 e 5 de maio pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Em relação à forma de pagamento, as opiniões dos empresários e consumidores não combinam: enquanto 65% dos empresários acreditam que o meio utilizado será o cartão de crédito, pela facilidade no ato da compra, apenas 22% dos consumidores disseram que pretendem utilizar esse meio de pagamento.

O cenário é tão negativo que os empresários não vão esperar as vendas da data para darem início às promoções. A sondagem mostra que 43% das lojas entrevistadas estão com algum tipo de promoção – o maior índice da série histórica, iniciada em 2011. Entre os lojistas que estão fazendo promoções, 72% já estão dando descontos especiais na hora da compra. Aumentaram também a proporção de empresas que investiram em ações publicitárias para garantir as vendas: 29%, ante 19% do ano anterior.

Apenas 4% dos entrevistados disseram que costumam contratar funcionários temporários para a data. Essa proporção também caracteriza o pior resultado da série histórica. Em 2014 foi de 19% e ficou entre 21% e pouco mais de 30% em anos anteriores. O resultado sugere, portanto, redução na contratação de temporários em relação ao dia das mães dos anos anteriores.

De acordo com a assessoria econômica da Federação, os indicadores econômicos denotam uma realidade de dificuldades para consumidores e empresários neste ano. Indicadores apurados mensalmente pela FecomercioSP já apontavam para tal cenário. É o caso do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que despencou 15,5% em abril – e se encontra no menor patamar desde novembro de 2002 – e do Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que caiu 16,4% em abril e se encontra no menor valor da série histórica iniciada em janeiro de 2010.

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