Comércio de Caxias do Sul fecha setembro com resultados negativos

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O comércio em geral de Caxias do Sul, na Serra gaúcha, fechou setembro com crescimento negativo em relação a agosto de 2016, da ordem de 5,78% contra 10,80% positivo do mês de anterior, um resultado significativamente superior, que anima o setor. Já em relação a setembro de 2015 o resultado é de 10,15% negativo, um número que ainda preocupa. No ramo duro a variação entre agosto e setembro de 2016 é de 6,84% negativo. Em termos reais, descontada a inflação a queda nas vendas chega a 13,40% e no acumulado de doze meses há um crescimento negativo de 25,62% contra 29,07% do mês anterior, um resultado levemente superior.

No ramo duro no mês de agosto em termos nominais os ramos de Óticas, Joalherias e Relojoarias com 17,43% e Eletrodomésticos, Móveis e Bazar com 0,61% apresentaram um desempenho positivo. Já os demais seguimentos que apresentaram um desempenho negativo, a maior queda foi registrada no seguimento informática e telefonia com 45,88%, automóveis, caminhões e autopeças novas com 0,92%, seguido de material de construção com 8,38% e material elétrico com 1,15% e implementos agrícolas 6,11%.

Por outro lado, no ramo mole a variação entre agosto e setembro de 2016 é de -2,42% contra -17,33% do mês anterior. Já em termos reais, descontada a inflação, a variação sob o mesmo período do ano anterior é de 15,44% negativa e no acumulado de doze meses há um crescimento negativo de 14,02% superior ao mês anterior que foi de 11,64%. No ramo mole, o seguimento que apresentou variação positiva entre agosto e setembro foi de produtos químicos com 38,20%. Já os demais ramos apresentaram variação negativa, temos vestuário e calçados com 21,28%, farmácia com 2,72% e livraria e papelaria com 19,26%.

De acordo com Ivonei Pioner, diretor financeiro da CDL Caxias, o desempenho do comércio não surpreende, já que no mês de setembro não existem datas comemorativas que funcionam como vetores para alavancar o crescimento das vendas.

Empregos
A evolução do emprego no município em agosto de 2016 revelou um saldo negativo de contratações da ordem 396 vagas, representando um aumento de -0,26%. Em doze meses o saldo negativo acumulado é de -9.995, um resultado superior ao de agosto -10.709, julho -12.849 e de junho -14.178.

Com o resultado de setembro de -6,12% a taxa de desemprego vem demonstrando uma melhora nos últimos meses com quedas constantes o que denota uma melhora do quadro. O comércio em agosto apresentou um saldo negativo de contratações de 33 vagas, uma variação positiva de 0,12%; no ano o saldo de contratações é negativo de 38 vagas. Já no acumulado de 12 meses o comércio apresenta um saldo negativo de 384 vagas o que corresponde a uma variação negativa de 1,63%.

Os resultados embora negativos, revelam uma melhora no quadro geral mesmo que lenta. O setor mais penalizado continua sendo a indústria de transformação que acumula um saldo negativo de 6.970 saldo inferior ao de agosto 7.693, e de julho que foi de 9,262 vagas. O que já se pode afirmar é que o quadro geral do nível de desemprego vem se alterando nos últimos meses, só que para melhor.

Inadimplência:
Em relação às consultas realizadas pelos lojistas junto ao sistema SPC houve um aumento em relação ao mesmo período do ano passado, em agosto de 2016 o número total de consultas foi de 53.361 contra 52.290 de setembro 2015. Em relação a agosto de 2016 temos uma variação negativa de 13,87%. Já as consultas realizadas sobre o cheque junto ao sistema SPC apresentaram uma queda, em setembro de 2015 ocorreram 2.489 consultas, contra 726 em setembro 2016. Já em relação a agosto de 2016 há uma variação negativa de 11,79%. No acumulado, o total de consultas apresentou uma redução em relação ao mesmo período do ano passado, em setembro de 2016 o número total de consultas foi de 54.087 contra 54.779 uma variação negativa de 1,26%. Em relação a agosto de 2015 houve uma variação negativa de 13,87%. Os números aqui apontam para uma redução do número de consultas o que denota uma redução do nível de atividade.

A Consulta Balcão do SPC realizado por consumidores sobre o próprio nome ou CPF, apresentou uma redução em relação ao mesmo período de 2015 de 15,66%. O mesmo ocorreu em relação ao mês anterior agosto 2016 que registrou uma redução de 16,41%.

Em relação à inclusão de débitos no sistema SPC houve uma redução em relação a setembro/15 de 18,34% o mesmo ocorreu em relação ao mês de agosto/16 com uma redução de 27,73%. Já as exclusões de débitos aumentaram em relação ao ano anterior em 28,60%, e também em relação ao mês anterior em 23,02%. As inclusões de cheques diminuíram 67,40% em relação ao mesmo período do ano passado e diminuiu em relação ao mês anterior em 13,28%. As exclusões de cheques diminuíram em relação ao mesmo período do ano anterior em 68,22% e 26,13% em relação ao mês anterior. As inclusões de CPFs aumentaram em 5,32% em relação ao mesmo período do ano passado e aumentou em relação ao mês anterior em 0,18%.

A análise aqui aponta para uma redução na procura por crédito ao longo do mês, o mesmo ocorreu com a inclusão de novos débitos. Já as exclusões revelaram um aumento tanto a curto como a longo prazo.

Na avaliação do assessor de Economia e Estatística da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul, Mosár Leandro Ness, embora o cenário recessivo ainda persista, não se pode desconsiderar que os Índices de confiança e expectativas de crescimento do PIB para 2017 apontam para uma possível retomada gradual da atividade econômica.

Os números foram divulgados em entrevista coletiva nesta terça-feira (08/11) pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul (CIC).

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