Câncer de próstata é tema de encontro entre especialistas em Porto Alegre

Amanhã, 23/7, quarta-feira, especialistas se reunirão para discutir novas formas de tratamento do câncer de próstata. Entre os tópicos do encontro estarão os novos paradigmas no tratamento da doença, como o tratamento medicamentoso anterior à indicação de quimioterapia. Uma nova opção disponível no Brasil tem evitado ou postergado o tratamento mais agressivo, além de retardar a progressão da doença.

O câncer de próstata é o segundo mais prevalente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em valores absolutos, este é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Os sintomas do câncer de próstata, na maioria das vezes, não são sentidos nos estágios iniciais da doença, sendo o tumor frequentemente detectado apenas por meio de exames. A recomendação é que todo o homem a partir dos 55 anos deve realizar o toque retal e dosagem sanguínea do PSA (antígeno prostático específico), o cuidado deve ser ainda maior para aqueles com histórico familiar de câncer de próstata e de mama, independentemente de sintomas. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estagiado. Isto significa que novos exames deverão ser solicitados para constatar se o tumor está somente na próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes, como bexiga, vesículas seminais e reto.

Tratamento

Quando o tumor atinge um estágio mais avançado, o controle do nível de testosterona, que alimenta o tumor, é feito cirurgicamente ou com medicamentos hormonais. Infelizmente, as terapias hormonais deixam de funcionar à medida que o paciente vai se tornando resistente. Até cerca de 3 anos, quando isso acontecia, o paciente era submetido aos tratamentos quimioterápicos convencionais, e caso progredisse com esse tratamento, não lhe restavam opções terapêuticas eficazes.

Esse cenário mudou em 2012, com a chegada de novas terapias, como o acetato de abiraterona (um inibidor de biossíntese androgênica). Além de menos agressivo e mais cômodo (por ser comprimido), o tratamento aumentou a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. O medicamento também teve, no final de 2012, sua aprovação expandida pelo FDA, para o tratamento pré-quimioterapia.