Bancos faturam apesar da crise : Caixa Econômica Federal tem lucro de R$ 838 milhões no 1º trimestre de 2016

No primeiro trimestre de 2016, a CAIXA Econômica Federal – CEF, alcançou lucro líquido de R$ 838,7 milhões, aumento de 31,7% se comparado ao trimestre anterior. O resultado operacional no trimestre foi de R$ 385,3 milhões, mostrando elevação em relação aos dois últimos trimestres de 2015. A base de clientes da instituição alcançou 83,5 milhões de correntistas e poupadores em março de 2016, alta de 4,6% em 12 meses. A carteira de pessoas físicas atingiu 81,2 milhões, e a de pessoas jurídicas, 2,3 milhões.

Os depósitos tiveram crescimento de R$ 29,9 bilhões em 12 meses, totalizando R$ 450,3 bilhões em março de 2016. A poupança, com saldo de R$ 238,4 bilhões, continua sendo a fonte de recursos mais importante da Caixa.

As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 198,1 bilhões, alta de 3% em 12 meses. O destaque foi o crédito consignado, que cresceu 12,1%, fechou o mês de março com saldo de R$ 60,5 bilhões e participação no mercado de 21,7%, ganho de 0.9 p.p em 12 meses.

Ao final do primeiro trimestre de 2016, a Caixa tinha mais de R$ 2,1 trilhões em ativos administrados, aumento de 12,6% em 12 meses e 2,8% no trimestre, impulsionado principalmente pelos ativos próprios, que apresentaram crescimento nominal de R$ 163,1 bilhões e alcançaram R$ 1,2 trilhão, avanço de 15,1%.

O índice de inadimplência caiu 0,04 ponto porcentual e encerrou o primeiro trimestre em 3,51%, abaixo da média de mercado, de 3,55%. Em março de 2016, 90,0% da carteira de crédito da CAIXA estava classificada nos ratings de melhor qualidade, de AA-C.

As despesas com provisão para crédito de liquidação duvidosa diminuíram em 24,2% em 12 meses e 3,6% em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 3,8 bilhões, refletindo o contínuo aprimoramento nos modelos de riscos e nas políticas de recuperação de crédito.

A margem financeira gerencial atingiu R$ 11,5 bilhões ao final de março de 2016, evolução de 9,9% em relação a março de 2015, impactada, principalmente, pelo aumento nas receitas de crédito em 14,9% e pela redução das despesas de captação em 0,2%, no período de 12 meses.

As ações para racionalização de gastos e aumento da produtividade, iniciadas em 2015, geraram reduções de 3,6% nas despesas de intermediação financeira, 8,1% nas despesas com pessoal e de 2,9% nas outras despesas administrativas em relação ao quarto trimestre de 2015. Com isso, os índices de cobertura de despesas de pessoal e administrativas apresentaram melhoria e aumentaram, respectivamente, 3,8 p.p. e 2,7 p.p. no trimestre, chegando a 106,5% e 67%. O índice de eficiência operacional apresentou redução de 0,2 p.p. em 12 meses, alcançando 53,4% ao final de março de 2016.

A ampliação do relacionamento com os clientes gerou aumento de 8,3% nas receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias no primeiro trimestre de 2016, quando comparado ao mesmo período de 2015. Os principais destaques foram as receitas com cartões, cobrança bancária e administração de fundos de investimento, que cresceram, respectivamente, 13,2%, 12,4% e 9% em 12 meses.

A carteira de crédito ampla avançou 9,2% em 12 meses e 0,7% no trimestre. O saldo alcançou R$ 684,2 bilhões, representando 21,5% do mercado, aumento de 1,2 p.p. em 12 meses. O crédito habitacional continuou a ser o principal destaque, com ampliação de 9,8% em relação ao primeiro trimestre de 2015, e de 1,2% no trimestre. A carteira de financiamento imobiliário alcançou saldo de R$ 388,9 bilhões e 66,9% de participação no mercado.

As operações de saneamento e infraestrutura apresentaram, no trimestre, saldo de R$ 73,1 bilhões, avanço de 21,5% em 12 meses.

O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura e consignado responderam por 94,6% da evolução da carteira de crédito da Caixa, o que reforça seu perfil de baixo risco.

As captações totais da Caixa alcançaram saldo de R$ 921,1 bilhões no primeiro trimestre de 2016, com crescimento de 8,2 % em 12 meses, e em volume suficiente para cobrir 134,6% da carteira de crédito. A evolução no saldo foi influenciada, principalmente, pelos acréscimos de 18,3% no CDB, 14,8% nas letras de crédito imobiliárias, 10,9% nas emissões internacionais e 14,9% em Empréstimos e Repasses.

Em três meses, a Caixa injetou R$ 170,3 bilhões na economia brasileira por meio de contratações de crédito, distribuição de benefícios sociais, investimentos em infraestrutura própria, remuneração de pessoal, e destinação social das loterias, entre outros.

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